Oren Rozenblat, embaixador de Israel em Lisboa, defendeu o ataque ao Irão por considerar o país uma "grande ameaça", acrescentando que isso motivou a guerra, comandada pelos Estados Unidos. Em entrevista à CNN Portugal, esta noite, o israelita vincou que "os iranianos iniciaram imediatamente" projetos de armas nucleares após a guerra dos 12 dias.Segundo o embaixador, perante esta ameaça, não houve alternativa. "Nós e os americanos não tivemos escolha, precisamos de agir agora", afirmou. Confrontado com declarações do primeiro-ministro israelita, que dizia ter aniquilado esta ameaça, Oren Rozenblat respondeu que essa era a informação "do tempo da guerra" dos 12 dias."Nós sabemos que, depois da guerra, imediatamente, eles tentaram produzir mais e mais, por exemplo, mísseis balísticos, estes mísseis que atingiram Israel e também outros países vizinhos, assim como a União Europeia, como o Chipre. Tentaram produzir cada vez mais mísseis balísticos e, por isso, precisamos de agir", detalhou.Ao mesmo tempo, salientou que tanto Israel como os Estados Unidos querem ajudar o Irão. "Nós, os americanos e nós, queremos criar as condições para que o povo possa escolher o seu governo. Estamos com o povo iraniano na luta pela liberdade", declarou.O embaixador lembrou que "o que aconteceu nos últimos meses nas ruas de Teerão é horrível" e que o desejo de Israel é que, no futuro, haja um Governo "que queira viver em paz com Israel e com os países vizinhos e que se preocupe com o bem-estar dos cidadãos". Recordou ainda que, "até à revolução islâmica extremista, no ano de 1979", a relação entre as duas nações era "excelente".Sobre uma possível guerra civil no Irão, afastou essa hipótese, afirmando que "o povo iraniano não tem armas". Destacou ainda que os alvos atingidos são "militares".Em relação ao Governo de Portugal, Oren Rozenblat não quis responder se o país deve apoiar Israel diretamente. "Isso é um assunto que discutimos com o Governo português (...) e que não debatemos na comunicação social em Portugal". Ainda assim, disse esperar o "apoio" de Portugal, mas garantiu não ter pedido "armas ou dinheiro" ao país..Guerra com o Irão. Menos poder de compra com inflação, juros podem subir, aviões e turismo mais caros.Paulo Rangel sobre a Base das Lajes. “Portugal não teve, nem teria, qualquer intervenção neste conflito"