Um drone russo esteve durante 20 minutos em espaço aéreo da Roménia, desencadeando um alerta na região de Tulcea. Dois F-16 foram enviados para monitorizar a situação após o aparelho ser detetado a sobrevoar as águas territoriais do Danúbio, antes de voltar a entrar na Ucrânia, onde foi abatido pelas forças ucranianas. O incidente desde domingo (2 de agosto) não é novo. Na semana passada, a Força Aérea romena abateu três drones russos em três dias, tendo Bucareste convocado o embaixador russo. Alguns destroços deste drone caíram numa zona rural da localidade romena de Periprava, a um quilómetro da fronteira, sem causar feridos ou danos, segundo um comunicado do Ministério da Defesa da Roménia, publicado nas redes sociais. Noutro ponto da Europa, a Marinha italiana disse ter apreendido um petroleiro da “frota fantasma” russa. O Toa Payoh, de bandeira dos Camarões, partiu do Benim e seguia para Istambul. Foi intercetado a oeste da ilha italiana de Pantelleria, situada entre a Sicília e a Tunísia. O navio está na lista de sanções europeias. O capitão recusou-se inicialmente a cooperar com a inspeção, tendo o petroleiro sido abordado por helicóptero. Além de uma fragata italiana, participaram na operação um navio grego e uma aeronave polaca. Na frente ofensiva, pelo menos oito pessoas morreram na Rússia em ataques com drones ucranianos. O Ministério da Defesa russo disse ter intercetado um total de 635 destes aparelhos na noite de sábado (1 de agosto) para domingo (2 de agosto). Os ucranianos atingiram vários centros industriais e mais um armazém da Wildberries (gigante de comércio eletrónico conhecida como a Amazon russa). Em Moscovo, as autoridades estão ainda a investigar um ataque à bomba no sábado à noite, que fez cinco mortos num restaurante italiano que estava fechado para um evento privado. Uma mulher terá tentado entrar com a bomba, que acabou por rebentar. Ela e um segurança estão entre os mortos, no que o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, apelidou de “ato terrorista brutal”. As autoridades russas ainda não identificaram oficialmente o alvo do ataque, mas meios de comunicação russos e canais de Telegram indicam que o restaurante acolhia a festa de 55.º aniversário de um general da Força Aeroespacial Russa, Alexander Chayko, que é alvo de sanções da União Europeia devido ao seu papel na guerra na Ucrânia..General russo ligado à matança de Bucha seria o alvo de atentado em Moscovo. Número de mortos sobe para cinco