Rafael Grossi, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica
Rafael Grossi, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica DEAN CALMA / IAEA

Destruída estrutura a 350 metros do reator da central nuclear de Bushehr

"Qualquer ataque a centrais nucleares ou nas suas proximidades viola" os "pilares indispensáveis" para garantir segurança nuclear num conflito armado, alerta a IAEA. Não há danos no reator, garante.
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A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) informou esta quarta-feira, 18 de março, que uma "estrutura situada a 350 metros do reator da central nuclear de Bushehr [no Irão] foi atingida e destruída". Não há registo de feridos entre o pessoal da infraestrutura nem de danos no reator.

A confirmação da agência das Nações Unidas surge "na sequência das informações fornecidas pelo Irão sobre um incidente com um projétil na noite de terça-feira".

Irão e Rússia informaram que um projétil atingiu as instalações de Bushehr, mas os dois países não afirmaram que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente.

A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo.

"Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.

A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".

Apesar de não haver registo de danos no próprio reator nem feridos entre o pessoal, "qualquer ataque a centrais nucleares ou nas suas proximidades viola os sete pilares indispensáveis relacionados com a garantia da segurança nuclear durante um conflito armado e nunca deve ocorrer", alertou esta quarta-feira Rafael Grossi, o diretor-geral da IAEA.

Com Lusa

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