Degelo revela munições da Primeira Guerra Mundial nas Dolomitas
Exército Italiano/Brigada Julia Alpine

Degelo revela munições da Primeira Guerra Mundial nas Dolomitas

Projéteis de artilharia italianos e bombas de morteiro francesas da chamada Guerra Branca foram recuperados e neutralizados ao fim de mais de 100 anos.
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Durante o verão, os turistas e caminheiros que percorreram as Dolomitas, cadeia montanhosa nos Alpes Orientais, no nordeste de Itália, detetaram vários engenhos explosivos. O exercito italiano entrou em ação e acabou por detetar um depósito de munições da Primera Guerra Mundial que foi revelado pelo degelo dos glaciares.

Os militares da Brigada Alpina Júlia recuperaram e neutralizaram projéteis de artilharia italianos e bombas de morteiro francesas, mais precisamente 250 explosivos, incluindo 18 projéteis de artilharia italianos de 75 mm e 37 projéteis de morteiro Thevetot, segundo avança o The Guardian, explicando que este último era um dispositivo de fabrico francês que também foi fornecido ao exército real italiano durante a Primeira Guerra Mundial.

O jornal britânico adianta que o material detetado é da chamada Guerra Branca, conflito travado entre 1915 e 1917, entre o exército italiano e as forças do Império Áustro-Húngaro, nos Dolomitas, ou seja, em montanhas cobertas de neve, num ambiente frio e em grande altitude.

Mais de cem anos depois desse confronto, os vestígios são revelados pelo recuo dos glaciares de gelo. Esta não foi a primeira vez que isso aconteceu, sendo que podem ser perigosos, pois foram preservados ao longo deste século pelo gelo. Em caso de avistamento não devem, por isso, ser tocados.

Para Stefano Morosini, professor da Universidade de Bérgamo e coordenador de projetos patrimoniais no Parque Nacional de Stelvio, ouvido pelo The Guardian, esta é uma consequência direta do aquecimento global. “Nos últimos anos, no final de cada verão, estes artefactos perigosos emergem, e a cada ano o número aumenta", adianta.

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