O primeiro-ministro britânico prometeu este domingo, 2 de agosto, ser "implacável" no combate às travessias em pequenas embarcações depois de dezenas de milhares de migrantes terem entrado em Ceuta, território espanhol no Norte de África.Andy Burnham afirmou ainda que são necessárias “rotas seguras” para os refugiados para combater as redes de tráfico humano.O líder do Governo do Reino Unido revelou ter recebido garantias do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de que aproximadamente 98% das cerca de 50 mil pessoas que entraram em Ceuta já foram devolvidas a Marrocos, o que resolve “substancialmente” a questão imediata.No entanto, Burnham alerta que "é claro que existe uma questão mais ampla sobre o espaço Schengen" e a relação do Reino Unido com ele. "Gostaria de manter um diálogo regular com a União Europeia sobre estas questões", acrescentou.O primeiro-ministro britânico frisa que o Reino Unido precisa de "lidar com o problema em vez de o politizar" e promover mudanças que tranquilizassem o povo."O povo não gosta da ideia de que a fronteira pareça descontrolada. Precisamos de retomar esse controlo, mas também precisamos de oferecer apoio às pessoas que realmente precisam. Trata-se de mudar toda a abordagem e, lenta mas seguramente, estamos a implementar os alicerces de uma abordagem muito diferente desta questão", explicou..Crise migratória em Ceuta: governo local calcula que ainda haja entre 3000 e 5000 migrantes na cidade autónoma.Desde quinta-feira, Ceuta registou uma entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, que as autoridades locais estimaram em cerca de 60.000 pessoas, acima das cerca de 50.000 entradas contabilizadas pelo Governo de Madrid.A maioria dos migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol.No entanto, as forças de segurança de Espanha estimam que cerca de 73.500 pessoas, que estavam ilegalmente em Ceuta, deixaram a cidade desde quinta-feira e este número pode incluir pessoas que entraram na quinta-feira e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta.Pelo menos 72 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, segundo o mais recente balanço das autoridades..Ceuta não é espaço Schengen, as responsabilidades da Justiça espanhola e outros factos sobre a crise