Conselho de ministros em Espanha decidirá apoios para vítimas do acidente ferroviário de Urda
O governo de Espanha deverá anunciar esta terça-feira, 3 de novembro, um pacote de medidas específicas para apoiar as vítimas do acidente ferroviários de Urda, em Toledo, de quarta-feira passada, 28 de outubro, em que morreram 69 pessoas, entre as quais, um português. Pedro Sánchez adiantou na segunda-feira, 2 de novembro, que o decreto-lei vai incluir ajudas com um valor que duplicará o seguro obrigatório de passageiros, além de um mecanismo específico para a antecipação de indemnizações.
Tal como aconteceu na sequência do acidente de Adamuz, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas, agora o governo de Espanha vai duplicar as indemnizações do seguro obrigatório de passageiros, elevando a compensação automática máxima por óbito para 216.364,68 euros, segundo adiantou a agência EFE.
Além disso, deverá estar prevista a antecipação das indemnizações no âmbito de um mecanismo através do qual as vítimas e os seus familiares poderão receber uma compensação inicial, sem necessidade de aguardar pela conclusão de todos os procedimentos administrativos ou judiciais.
Segundo o que já foi revelado, o Conselho de Ministros deverá ainda aprovar um procedimento especial de baixa médica, com "cobertura reforçada", para aqueles que sofreram lesões no acidente.
Finalmente, agilizará a criação de gabinetes de atendimento integral e personalizado.
No Conselho de Ministros, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, apresentará um relatório sobre o acidente ferroviário que aconteceu perto da estação de Urda, Toledo. Depois, prestará esclarecimentos numa conferência de imprensa e, à tarde, no Congresso.
O acidente ferroviário aconteceu na manhã de quarta-feira e provocou 69 vítimas mortais, já todas identificadas pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real, segundo avançou na segunda-feira à noite o Centro Integrado de Dados.
A maioria das vítimas mortais (54) são espanholas, mas há 15 mortos estrangeiros. Entre os mortos, contam-se 40 homens e 29 mulheres, todos maiores de idade.

