Confrontos entre gangues no Haiti fazem mais de 80 mortos em cinco dias
Jonet St Elois/EPA

Confrontos entre gangues no Haiti fazem mais de 80 mortos em cinco dias

Os ataques são levados a cabo por uma coligação de gangues armados, entre os quais Chien Méchant, 400 Mawazo e os Talibanes, que disputam o controlo de territórios onde se encontram empresas.
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Mais de 80 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas desde domingo em confrontos entre gangues armados em Cité-Soleil, cerca de cinco quilómetros a norte da capital do Haiti, denunciou a ONG Combate pela Paz e pelo Desenvolvimento.

Muitas habitações foram incendiadas e centenas de pessoas fugiram para outras zonas menos expostas, indicou Fritznel Pierre, responsável da organização de defesa dos direitos humanos, ao meio local Magik9.

O ativista denunciou que os ataques são levados a cabo por uma coligação de gangues armados, entre os quais Chien Méchant, 400 Mawazo e os Talibanes, que disputam o controlo de territórios onde se encontram empresas.

As autoridades do Haiti não divulgaram até agora o número de mortos nem de feridos nestes confrontos.

A representação no Haiti da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou na terça-feira para estes combates e, devido ao agravamento da situação, decidiu retirar temporariamente um dos seus hospitais em Cité-Soleil.

No mesmo dia, o primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, presidiu a um conselho de ministros extraordinário para tratar da situação de insegurança no país, e deu “instruções claras e medidas concretas para reforçar de imediato a capacidade operacional das forças de segurança e garantir uma resposta coordenada, enérgica e duradoura contra todas as formas de criminalidade”.

O Haiti enfrenta uma grave crise de violência que só no primeiro trimestre deste ano deixou pelo menos 1.642 mortos e 745 feridos, segundo o último relatório do Escritório Integrado das Nações Unidas para este país (BINUH).

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