Um dia depois do terramoto mais forte registado na Colômbia neste século, as equipas de emergência continuam esta terça-feira (11 de agosto) a procurar sobreviventes entre os escombros de edifícios destruídos, enquanto o balanço de vítimas mortais ultrapassa já as 220. As autoridades receiam que o número continue a aumentar à medida que os trabalhos de socorro avançam em algumas das zonas mais atingidas.O sismo ocorreu pouco depois das 7h30 de segunda-feira (10), hora local (13h30 em Portugal continental), e atingiu uma magnitude de 7,4, com epicentro localizado junto a San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Bogotá. O abalo foi sentido em grande parte do território colombiano e também em países vizinhos, como Equador, Venezuela e Panamá. O serviço geológico colombiano classificou-o como o sismo mais forte registado no país no século XXI.A violência do tremor provocou o colapso de dezenas de edifícios e danos em cerca de 1600 estruturas, segundo os primeiros levantamentos, com as cidades de Cali, Pereira e Manizales entre as zonas urbanas mais afetadas, enquanto o acesso a algumas comunidades próximas do epicentro permanece dificultado pela geografia acidentada e pela interrupção das comunicações.Cali, a terceira maior cidade da Colômbia, com cerca de 2,2 milhões de habitantes, é uma das áreas onde o impacto foi mais grave. Pelo menos 85 pessoas morreram na cidade, onde vários edifícios ruíram e partes de unidades hospitalares ficaram danificadas, obrigando à transferência de doentes e à criação de estruturas de emergência no exterior dos edifícios. Em Pereira, capital de Risaralda, as autoridades contabilizam pelo menos 66 mortos. No departamento de Chocó, onde se situou o epicentro, morreram pelo menos 13 pessoas.. A situação levou o Governo colombiano a declarar uma situação de desastre nacional. O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse apenas três dias antes do terramoto, anunciou que iria deslocar-se à zona afetada e determinou o reforço da presença das forças de segurança. Entretanto, cerca de mil elementos deverão ser enviados para Cali, depois de terem sido registados relatos de pilhagens em algumas áreas atingidas. Foram também impostas restrições à circulação em algumas cidades.“O Governo Nacional está a responder imediatamente à emergência, com total disposição e compromisso para auxiliar as vítimas e apoiar os departamentos e municípios afetados. Este governo estará presente onde o povo precisar”, disse Espriella, que também viajou para a cidade de Quibdó, em Chocó. “Diante da adversidade que hoje atinge o nosso povo, o Estado não se curvará nem hesitará. Este governo assume, com determinação, total disponibilidade e absoluto compromisso, o cuidado integral das vítimas e a reconstrução das áreas afetadas por este desastre natural . Portanto, declarei estado de emergência nacional, mobilizando as capacidades institucionais para responder adequadamente”, afirmou o presidente, ordenando ao seu gabinete que implemente soluções imediatas.O terramoto representa o primeiro grande teste ao novo Governo colombiano, mas, para as populações atingidas, a prioridade mantém-se longe da política: encontrar familiares, retirar pessoas dos escombros e garantir abrigo, água e assistência médica aos sobreviventes.A resposta à catástrofe começou entretanto a ganhar uma dimensão internacional. Os Estados Unidos afirmaram estar preparados para apoiar a Colômbia nos esforços de emergência, enquanto a União Europeia disponibilizou o serviço de satélites Copernicus para ajudar as autoridades a identificar áreas destruídas e a orientar as operações de socorro. Também chegaram ofertas de assistência de vários países, entre os quais Brasil, El Salvador, Ucrânia, Israel e Venezuela..Pelo menos 111 pessoas morreram na sequência de um sismo de magnitude 7,4 na Colômbia.EUA apoia Colômbia com 15,5 milhões após sismo que já matou 132 pessoas