Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros de alguns prédios na cidade de Pereira, afetada pelo sismo na Colômbia.
Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros de alguns prédios na cidade de Pereira, afetada pelo sismo na Colômbia.EPA/CARLOS ORTEGA

EUA apoia Colômbia com 15,5 milhões após sismo que já matou 132 pessoas

Os feridos são já mais de 570. País enfrenta toque de recolher em zona próxima ao epicentro do sismo. Presidente decretou estado de calamidade pública.
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Pelo menos 132 pessoas morreram e mais de 570 ficaram feridas após o sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira, 10 de agosto, segundo um balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales). Diante da devastação causada pelo terramoto, os Estados Unidos vão destinar 15,5 milhões de dólares (13,3 milhões de euros) para apoiar o país.

O maior número de vítimas mortais, 60, foi registado em Pereira, capital do departamento de Risaralda, que faz fronteira com San José del Palmar (departamento de Chocó), epicentro do sismo, ocorrido às 07:34 (13h34 em Lisboa). Esta localidade fica a cerca de 400 quilómetros a oeste de Bogotá.

O presidente da Câmara de Pereira, Mauricio Salazar, decretou o recolher obrigatório para evitar pilhagens após o sismo.

"A partir das 18:00 de hoje [segunda-feira; 00:00 de hoje em Lisboa], decretamos recolher obrigatório até às 05:00 da manhã para proteger o comércio da cidade. O recolher obrigatório estará em vigor no centro de Pereira, no bairro universitário e no subdistrito de Cuba", disse Salazar.

"Alguns hospitais ruíram devido à procura, temos 18 edifícios que foram reportados como completamente destruídos e 60 edifícios que foram parcialmente afetados", acrescentou o autarca de Pereira, cidade com cerca de 490 mil habitantes.

Cidade de Pereira teve o maior número de mortos pelo sismo na Colômbia, pelo menos 60, segundo autoridades locais.
Cidade de Pereira teve o maior número de mortos pelo sismo na Colômbia, pelo menos 60, segundo autoridades locais.EPA/CARLOS ORTEGA

O sismo causou grande destruição em pelo menos cinco departamentos do país. Durante uma visita a Quibdó, capital do departamento de Chocó, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, decretou estado de calamidade pública e prometeu realizar na região uma reunião com todo o Governo, para avaliar as necessidades dos municípios afetados e garantiu que os recursos necessários já estão disponíveis para fazer face à emergência.

Apoio internacional

Os fundos liverados pelos Estados Unidos serão destinados a abrigos de emergência, alimentação, proteção e avaliação de danos. O Departamento de Estado norte-americano anunciou a assistência financeira na sua conta na rede social X, expressando solidariedade para com o povo colombiano e declarando disponibilidade para apoiar o governo do presidente Abelardo de la Espriella enquanto as necessidades são avaliadas no local.

Outras figuras políticas norte-americanas também manifestaram a sua solidariedade para com a Colômbia, incluindo o senador republicano Bernie Moreno, natural de Bogotá, que afirmou que os Estados Unidos estão prontos para apoiar o seu "grande aliado" e elogiou a "excelente liderança" do recém-chegado De la Espriella.

Também o governo do Presidente argentino Javier Milei ofereceu ajuda à Colômbia e expressou condolências às vítimas do sismo. O ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno, destacou através das redes sociais que o executivo argentino está "em contacto com as autoridades colombianas", às quais transmitiu "a disponibilidade da Argentina para prestar toda a assistência necessária".

Nações da América Latina, incluindo Brasil, Venezuela e Cuba, e França solidarizaram-se com a Colômbia, oferecendo-se para enviar equipas de resgate e ajuda humanitária.

A Venezuela, ainda a recuperar dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sofridos a 24 de junho e que causaram pelo menos 6.125 mortos, mais de 16.700 feridos e cerca de 18.000 desalojados, além de danos materiais que o Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros), ofereceu à Colômbia o envio de uma equipa de emergência e ajuda humanitária.

"O Governo venezuelano, através dos mecanismos de cooperação bilateral e das agências de proteção civil, põe à disposição do Governo colombiano o envio de uma equipa de resgate e da assistência humanitária necessária, dentro do quadro de pleno respeito pela sua soberania e autodeterminação", lê-se no comunicado oficial divulgado nas redes sociais pelo chefe da diplomacia, Félix Plasencia.

Países como Chile, Equador, Bolívia, El Salvador, Honduras ou Panamá também manifestaram solidariedade.

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