A Câmara dos Representantes (câmara baixa) do parlamento dos Estados Unidos aprovou esta quinta-feira, 4 de junho, um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.A proposta apresentada pelo democrata Gregory Meeks foi aprovada com 226 votos a favor a 195 contra, apesar das objeções dos líderes republicanos, que alertaram que a medida iria prejudicar as negociações de paz.O projeto irá dar mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda para a segurança e reconstrução da Ucrânia e mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.A votação representa a segunda grande divergência entre a Câmara e Donald Trump em matéria de política externa esta semana e é vista como um sinal de impaciência para com a abordagem do presidente norte-americano.Um dia antes, na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso havia aprovado, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra, com o objetivo de travar a ação militar dos EUA contra o Irão.“Todos queremos que esta guerra termine. A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que [o Presidente russo] Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?” questionou Meeks. A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida.O presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, French Hill, avisou que a proposta prevê menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia em comparação com o que o Congresso tinha acordado como parte da política de defesa deste ano.No final, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra.Os apoiantes esperam que a aprovação do projeto de lei sobre a Ucrânia pela Câmara pressione o Senado (câmara alta) a fazer o mesmo. Mas também sabem que o Senado provavelmente não o fará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.