Relatório das "secretas" ocidentais a que o jornal The New York Times teve acesso dá conta de que altas entidades chinesas pediram aos homólogos russos para que a invasão da Ucrânia não acontecesse antes do fim dos Jogos Olímpicos de inverno, em Pequim, para não perturbar a realização do evento..O jornal cita fontes da administração Biden e uma fonte da União Europeia que tiveram conhecimento deste relatório..O documento dá assim sinal de que altas instâncias políticas chinesas tinham algum nível de conhecimento acerca dos planos ou intenções da Rússia para a Ucrânia..O jornal lembra que o presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo chinês, XI-Jinping, reuniram-se a 4 de fevereiro imediatamente antes da cerimónia de abertura dos Jogos. Depois, os dois países divulgaram um longo comunicado declarando que a sua parceria "não tinha limites", denunciava as intenções de alargamento da NATO e afirmava vontade de estabelecer uma nova ordem global com uma "verdadeira democracia"..O conteúdo deste encontro e o relatório dos serviços de informações, escreve o NYT, é secreto. Apesar de ser considerado "credível" por vários países ocidentais conhecedores do mesmo, a sua interpretação varia de governo para governo..A Federação Russa lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento em várias cidades..De acordo com as autoridades ucranianas, os ataques russos já fizeram mais de 2.000 mortos civis. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima mais de 200 mil deslocados internos e mais de 800 mil refugiados..O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender e durará o tempo necessário..O ataque foi condenado pela maioria da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos da América, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e sanções para isolar o regime de Moscovo.