A central nuclear de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, sofreu hoje uma interrupção temporária de energia, pela segunda vez em poucos dias, segundo a agência estatal ucraniana Energoatom. Em comunicado, a empresa indicou que a central operou durante cerca de uma hora com recurso a geradores a diesel, uma fonte de energia de emergência para garantir a segurança nuclear.Um evento semelhante ocorreu no sábado, acrescentou a Energoatom, referindo que este é o 12.º incidente deste tipo este ano e o 24.º desde o início da ocupação russa da central, nas primeiras semanas da invasão da Ucrânia, em 2022. "Por outras palavras, metade de todas as interrupções de energia na central nuclear de Zaporijia durante a ocupação ocorreram em 2026", referiu o comunicado.Cada um destes incidentes representa uma ameaça à segurança nuclear, sublinhou a agência, declarando que a dependência da maior central da Europa em relação aos geradores a diesel é "inaceitável" e exigindo a sua devolução ao controlo de Kiev.A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou na semana passada para o risco de um acidente nuclear resultante do aumento da atividade militar nos arredores da central. Zaporijia continua a "enfrentar dificuldades com o abastecimento de água após uma interrupção na semana passada", observou a agência das Nações Unidas em comunicado, num novo aviso sobre os riscos de escassez de água para refrigerar o combustível nuclear produzido pelos seis reatores da unidade.Além disso, "o aumento da atividade militar" na área circundante, bem como na cidade de Enerhodar — onde residem muitos dos operadores da central — "representa um desafio adicional aos esforços para manter a segurança nuclear no local", destacou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no comunicado..Campanha de 40 dias atingiu o coração da logística russa, mas não alcançou o cessar-fogo.Ucrânia: Agência de Energia Atómica condena ataque a central de Zaporijia