Sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.
Sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. Foto: Claudio Centonze/União Europeia

Bruxelas recomenda europeus a terem ‘kits’ de socorro para as primeiras 72 horas após emergências

“Todos os cidadãos devem saber como agir, como proteger as suas famílias e como ajudar os outros. A preparação começa nas nossas casas, nas nossas escolas e nas nossas comunidades”, diz comissária.
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A Comissão Europeia recomendou esta terça-feira (3) que os Estados-membros sensibilizem as populações para desenvolverem ‘kits’ de socorro que lhes permitam subsistir autonomamente nas 72 horas após uma catástrofe natural ou situação de emergência.

Esta é uma das recomendações não vinculativas emitidas pela Comissão Europeia durante o Fórum da Proteção Civil Europeia, que se realizou em Bruxelas, sobre como é que os Estados-membros devem preparar a reação a situações de crise ou de emergência.

O executivo comunitário salienta nessas recomendações que, nas primeiras 72 horas após uma crise, os sistemas de resposta nacionais costumam estar “sob pressão significativa” e os cidadãos ficam muitas vezes dependentes dos seus próprios meios.

Nesse âmbito, a Comissão Europeia defende que é necessário sensibilizar a população para a necessidade de desenvolver ‘kits’ de emergência que lhes permitam subsistir autonomamente nos primeiros três dias.

Esses ‘kits’ deveriam conter, por exemplo, comida que pode ser consumida sem ter de ser preparada, água suficiente para beber, cozinhar e para higiene, medicamentos e equipamento de primeiros socorros, um rádio alimentado a pilhas ou ainda lanternas.

Nas recomendações feitas, a Comissão Europeia defende também que os Estados-membros devem começar a “integrar a preparação” para os riscos climáticos nos currículos da educação pré-escolar e do ensino básico, além de “proporcionarem formação aos profissionais de educação”.

“Desta forma, as crianças podem desenvolver competências de preparação desde cedo, através de atividades acessíveis e adequadas à sua idade, sem gerar medo ou ansiedade”, refere o executivo comunitário em comunicado.

O executivo comunitário sugere que os Estados-membros tornem as suas medidas de preparação “mais inclusivas e acessíveis”, tendo em conta as necessidades das pessoas com deficiência, inclusive incentivando-as a “participarem no planeamento da preparação, para que ninguém fique para trás”.

Por último, a Comissão Europeia pede ainda que se ajude as “autoridades a comunicar os riscos e as ameaças de forma mais eficaz, garantindo que os cidadãos recebem informações atempadas, acessíveis e fiáveis antes, durante e após situações de emergência”.

O executivo comunitário salienta que estas recomendações têm como intuito promover “uma cultura de preparação em toda a Europa, garantindo que as pessoas e as comunidades estão mais bem informadas, equipadas e capacitadas para antecipar e responder a situações de crise”.

Nesse mesmo âmbito, a Comissão Europeia propõe também que se crie, a partir do próximo ano, o Dia Europeu da Preparação, que seria assinalado todos os anos em 23 de outubro, dia em que, em 2001, foi estabelecido o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

O objetivo de criar um Dia Europeu da Preparação seria o de “incentivar os cidadãos e as comunidades a participarem ativamente na preparação a situações de emergência”.

“O evento anual servirá também para reconhecer o empenho e o trabalho desenvolvidos pelas autoridades nacionais, regionais e locais, pelas organizações de proteção civil e pelas comunidades, no reforço da preparação em toda a Europa”, destaca a Comissão Europeia.

Citada no comunicado do executivo comunitário, a comissária europeia para a Gestão das Crises, Hadja Lahbib, refere que, “quando ocorre uma catástrofe, as primeiras horas podem fazer toda a diferença”.

“Todos os cidadãos europeus devem saber como agir, como proteger as suas famílias e como ajudar os outros. A preparação começa nas nossas casas, nas nossas escolas e nas nossas comunidades”, defende.

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