Ataque russo a Ternopil faz 26 mortos, incluindo três crianças, e 22 desaparecidos, diz Zelensky
Pelo menos 22 pessoas continuam desaparecidas após o ataque aéreo russo contra a cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, que matou 26 pessoas e feriu mais de 90, disse esta quinta-feira, 20 de novembro, o presidente ucraniano. Entre as vítimas mortais estão três crianças, adiantou Volodymyr Zelensky.
O chefe de Estado ucraniano disse esta manhã que os socorristas trabalharam durante toda a noite em Ternopil e que ainda se mantêm as operações de busca e salvamento, na sequência do ataque que ocorreu na quarta-feira (19).
Vinte e duas pessoas ainda estão desaparecidas, referiu o chefe de Estado numa mensagem difundida nas redes sociais, referindo que mais de 200 socorristas foram enviados para a cidade ucraniana. "O esforço para as encontrar continua", assegurou.
O presidente ucraniano admitiu, no entanto, a dificuldade que os operacionais estão a enfrentar devido à destruição causada pela ofensiva de Moscovo. "Em algumas áreas, o trabalho só pode ser feito manualmente devido à grave destruição e fragmentação das estruturas", disse.
Na mensagem divulgada, o chefe de Estado manifestou-se "grato" pelos profissionais que estão a trabalhar em Ternopil "durante quase 24 horas seguidas". "Socorristas, equipas médicas, polícias – o meu agradecimento a cada um de vós", referiu.
"É fundamental que, em dias tão difíceis, apesar de todos os ataques e do terror da Rússia, o nosso povo saiba sempre que pode contar com resgate e assistência", lê-se na nota partilhada nas redes sociais, onde Zelensky publicou um vídeo em que se vê o trabalho dos socorristas na operação de busca e salvamento.
Um jornalista da AFP presente no local, viu na quarta-feira equipas de resgate a utilizar gruas para alcançar a parte superior destruída de um edifício e bombeiros a tentar remover os escombros.
Tratou-se de um dos ataques aéreos mais mortíferos da Rússia contra a Ucrânia desde janeiro.
Na quarta-feira, o presidente da Ucrânia defendeu que "a pressão sobre a Rússia é ainda insuficiente", pediu a responsabilização de Moscovo e apelou à ajuda internacional para reforçar a defesa aérea ucraniana.
Nesse mesmo dia, o Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou estar "particularmente chocado com o elevado número de vítimas civis em Ternopil", uma cidade situada a centenas de quilómetros da linha da frente.

