Os passeios de charrete no Central Park, em Nova Iorque, estão suspensos pelo menos até terça-feira, enquanto os protocolos de segurança são revistos após a morte de um jovem turista que saltou de uma charrete desgovernada.Romanch Mahajan, de 18 anos, morreu na quarta-feira depois de bater com a cabeça ao saltar da charrete de quatro rodas enquanto o cavalo corria pelo parque sem o condutor.Alexander Kemp, vice-presidente do sindicato dos condutores sublinhou na sexta-feira, em comunicado, que "as palavras não conseguem expressar a enormidade desta tragédia"."Estamos a tomar as primeiras medidas para abordar as questões de segurança", acrescentou.Entre os protocolos de segurança a rever está a forma de manter o controlo dos cavalos da charrete em todos os momentos, explicou.Kemp sublinhou numa conferência de imprensa na sexta-feira que o sindicato está a elaborar os novos protocolos de formação em segurança com base no 'feedback' dos operadores de charretes, que serão implementados na próxima semana e que cerca de 200 proprietários e condutores de charretes serão obrigados a segui-los.Mahajan será a primeira pessoa a morrer num acidente de charrete desde que foram introduzidas no Central Park, há mais de 150 anos, de acordo com o sindicato que representa o setor e a Central Park Conservancy, que gere o parque de 341 hectares.O jovem tinha viajado da Índia com a sua família para celebrar a conclusão do liceu quando a família decidiu dar um passeio numa das charretes elegantes e frequentemente fotografadas do parque, contou o seu pai ao The New York Times.O condutor desceu para tirar uma fotografia da família perto de uma fonte quando o cavalo disparou repentinamente.A mãe de Romanch caiu da charrete e o adolescente saltou para fora na tentativa de a salvar, segundo o pai.A organização Central Park Conservancy esteve entre os que defenderam, na quinta-feira, que a indústria de charretes deveria ser suspensa até que mais medidas de proteção sejam implementadas.A morte de Mahajan foi o oitavo incidente envolvendo cavalos no parque nos últimos 13 meses, segundo o grupo.A organização defende que os cavalos já não podem partilhar com segurança as vias do parque, repletas de corredores, ciclistas, peões e trotinetes motorizadas, referindo que outras cidades norte-americanas, incluindo Chicago e San Antonio, também aboliram recentemente este tipo de passeios.Mas os líderes da indústria de charretes disseram que o acidente fatal sublinha a necessidade de melhores proteções, e não a eliminação completa desta pitoresca atração que remete para uma Nova Iorque romantizada e de outros tempos.O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, reiterou o seu apoio ao fim da indústria, garantindo que iria trabalhar com a indústria e os defensores dos direitos dos animais para "proporcionar uma transição justa que proteja os trabalhadores e acabe de vez com as charretes puxadas por cavalos no Central Park".Outros autarcas recentes fizeram declarações semelhantes. Bill de Blasio, prometeu acabar com a indústria "no primeiro dia" de mandato, mas enfrentou anos de oposição por parte do conselho municipal. Eric Adams, antecessor de Mamdani, também se posicionou contra a indústria perto do final do seu mandato..Um morto e 89 feridos em colisão entre dois comboios em Bedford, Inglaterra