O primeiro-ministro, António Costa, diz-se confiante que será alcançado um acordo para garantir liquidez à Ucrânia, na cimeira extraordinária, convocada para esta quinta-feira, em Bruxelas. .Costa já se encontra na capital belga onde participou, ao final da tarde desta quarta-feira, numa cerimónia de homenagem ao antigo presidente da comissão europeia, Jaques Delors. Defendendo os valores europeus, o ainda primeiro-ministro disse esperar que sejam ultrapassadas as divergências com o húngaro Viktor Orban, que ameaça bloquear o acordo de 50 mil milhões de euros para a Ucrânia..“Nós temos que assegurar uma perspetiva estável de financiamento da Ucrânia”, afirmou, colocando entre as prioridades desta cimeira “garantir que todos os Estados-Membros cumprem e respeitam aquilo que são os valores de fundam esta nossa União e todos têm que ser tratados com justiça e de uma forma equitativa, designadamente no Direito, que têm o acesso aos fundos europeus, cumprindo as regras do acesso a esses fundos”..O primeiro-ministro húngaro tem colocado vários entraves e ameaça bloquear o acordo, alegando que será difícil para a União Europeia seguir o rumo das verbas, a partir do momento em que começarem ser disponibilizadas. Orban está isolado, com todos os outros a considerarem prioritária a ajuda à Ucrânia. .Em Bruxelas, várias fontes garantem que a Ucrânia não será deixada sem apoio, admitindo que a possibilidade de um acordo a 26, ou seja, sem contar com a Hungria. António Costa acredita que ainda será possível fechar o acordo com todos os Estados-Membros..“Há divergências entre os 27 Estados-Membros. É algo que é natural e existirão sempre. O que a Europa tem demonstrado ao longo destes anos todos é que, perante cada divergência nos Estados-Membros, houve sempre a capacidade de a ultrapassar e de encontrar pontos de acordo”, destacou António Costa. .A apelar a um espirito construtivo na negociação a 27, António Costa deixa um recado a Viktor Orban, que tem sido visado pela União Europeia, por desafiar os valores comunitários..“Espero que no Conselho todos se sentem à mesa com um espírito construtivo e que possamos honrar aquilo que sabem que é o fundamental na União Europeia, isto é, uma comunidade de valores e é uma comunidade onde a democracia, os direitos humanos, o Estado de direito tem que ser respeitado. Mas é também uma promessa de liberdade e democracia”, disse ainda o primeiro-ministro.