O maior aeroporto internacional de Roma está a esforçar-se por concluir um plano de expansão de 9 mil milhões de euros a tempo de um importante evento turístico do 2000.º aniversário da morte e ressurreição de Jesus Cristo, em 2033.Para esse ano é esperado que o número de visitantes ao Vaticano aumente ainda mais devido ao jubileu histórico, pelo que o aeroporto de Fiumicino que terminar as obras até lá.Recorde-se que Jesus Cristo terá nascido entre 4 a 6 antes de Cristo e morrido no ano 33 depois de Cristo, quando os cristãos acreditam que também ressuscitou.O aeroporto espera que o crescimento do turismo se prolongue para lá dessa efeméride, o que está a pressionar a primeira-ministra Giorgia Meloni para aprovar o início das obras dentro de dois anos, disse o diretor executivo Marco Troncone.“Se isso acontecer, a nova pista poderá estar pronta em 2033, a tempo, idealmente, para o próximo evento icónico, o 2000.º aniversário da morte de Jesus Cristo”, disse o responsável ao Financial Times.A expansão permitiria ao aeroporto receber 100 milhões de passageiros por ano até 2046, aproximadamente o dobro do número recebido no ano passado.“Ainda temos trabalho final a fazer no gabinete do primeiro-ministro, que precisa de ter a garantia de que este projeto também trará muitos benefícios para o público, e não apenas para o investidor privado”, disse Troncone, que adiantou que o Ministério do Ambiente já aprovou o projeto e que os residentes locais, que “normalmente são contra estes projetos de expansão, são agora totalmente a favor”.Com monumentos como o Coliseu e o Panteão e um local como o Vaticano, o centro da Igreja Católica Romana, Roma é uma das cidades turísticas mais importantes da Europa.O plano de expansão do aeroporto, financiado com investimento privado, inclui uma quarta pista, um novo complexo de terminais e outras instalações. Cerca de cinco mil milhões de euros do investimento total de 9 mil milhões de euros seriam destinados à expansão, enquanto os outros 4 mil milhões à modernização das instalações existentes.Troncone revelou que o número de turistas americanos tem crescido em Roma, um fenómeno impulsionado pela valorização do dólar e que não estará desassociado do facto de o Papa Leão XIV ser norte-americano. O número de visitantes da América do Norte é agora 50% superior ao de 2019, o último ano antes da pandemia, frisou.