Administração russa acusa Ucrânia de matar dois funcionários da central nuclear de Zaporijia
A gestão russa da central nuclear de Zaporijia afirmou que um drone ucraniano matou duas pessoas que seguiam num carro perto da estação, uma delas uma empregada.
“Ataques a carros de civis, assassinato de pessoas pacíficas – isto é terrorismo direcionado. As pessoas não devem tornar-se alvos”, acusou a gestão da central, sob controlo russo desde as primeiras semanas da guerra.
A direção da central não deu grandes detalhes sobre o incidente, afirmando apenas que é o terceiro morto nas últimas duas semanas e o décimo terceiro desde abril, noticiou a Reuters.
A Agência Internacional de Energia Atómica tinha denunciado a morte de um empregado da central nuclear que tinha sido morto por um ataque com drones na passada sexta-feira, não sendo claro se se trata do mesmo incidente.
“A vítima era, alegadamente, um soldador numa oficina centralizada de reparações”, escreveu a agência numa publicação na rede social X.
“O diretor-geral Rafael Grossi afirma que qualquer ataque contra o pessoal é totalmente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis para a Segurança e Proteção Nuclear durante um conflito armado”, lê-se ainda na publicação, onde o diretor apelou “uma vez à máxima contenção militar para ajudar a prevenir o risco de um acidente nuclear durante o conflito”.
Também esta terça-feira, o ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, acusou a Rússia de ter atacado com três drones “uma subestação de importância crítica para o funcionamento estável da Central Nuclear de Khmelnytskyi”, no oeste do país.
Shmyhal esteve numa reunião com os embaixadores dos países do G7, da UE e dos oito países nórdicos-bálticos, onde falou sobre “o bombardeamento maciço de hoje contra a Ucrânia”.
“Tais ações representam uma ameaça não só para a Ucrânia, mas também para a segurança nuclear de toda a Europa. Trata-se de um grave passo de escalada, sobre o qual informámos a AIEA”, disse numa publicação no Telegram.
“Esperamos uma reação adequada dos parceiros internacionais face à escalada dos ataques russos à infraestrutura que garante o funcionamento estável das centrais nucleares ucranianas”, apelou ainda.

