Central tem estado sob controlo russo desde o início da guerra
Central tem estado sob controlo russo desde o início da guerraEPA/SERGEI ILNITSKY

Administração russa acusa Ucrânia de matar dois funcionários da central nuclear de Zaporijia

Russos acusam Ucrânia de "terrorismo direcionado". Ucrânia diz que Rússia atacou subestação que compõem outra central nuclear sob controlo de Kiev.
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A gestão russa da central nuclear de Zaporijia afirmou que um drone ucraniano matou duas pessoas que seguiam num carro perto da estação, uma delas uma empregada. 

“Ataques a carros de civis, assassinato de pessoas pacíficas – isto é terrorismo direcionado. As pessoas não devem tornar-se alvos”, acusou a gestão da central, sob controlo russo desde as primeiras semanas da guerra.

A direção da central não deu grandes detalhes sobre o incidente, afirmando apenas que é o terceiro morto nas últimas duas semanas e o décimo terceiro desde abril, noticiou a Reuters.

A Agência Internacional de Energia Atómica tinha denunciado a morte de um empregado da central nuclear que tinha sido morto por um ataque com drones na passada sexta-feira, não sendo claro se se trata do mesmo incidente.

“A vítima era, alegadamente, um soldador numa oficina centralizada de reparações”, escreveu a agência numa publicação na rede social X.

“O diretor-geral Rafael Grossi afirma que qualquer ataque contra o pessoal é totalmente inaceitável e viola os Sete Pilares Indispensáveis para a Segurança e Proteção Nuclear durante um conflito armado”, lê-se ainda na publicação, onde o diretor apelou “uma vez à máxima contenção militar para ajudar a prevenir o risco de um acidente nuclear durante o conflito”.

Também esta terça-feira, o ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, acusou a Rússia de ter atacado com três drones “uma subestação de importância crítica para o funcionamento estável da Central Nuclear de Khmelnytskyi”, no oeste do país.

Shmyhal esteve numa reunião com os embaixadores dos países do G7, da UE e dos oito países nórdicos-bálticos, onde falou sobre “o bombardeamento maciço de hoje contra a Ucrânia”.

“Tais ações representam uma ameaça não só para a Ucrânia, mas também para a segurança nuclear de toda a Europa. Trata-se de um grave passo de escalada, sobre o qual informámos a AIEA”, disse numa publicação no Telegram.

“Esperamos uma reação adequada dos parceiros internacionais face à escalada dos ataques russos à infraestrutura que garante o funcionamento estável das centrais nucleares ucranianas”, apelou ainda.

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