Premium Festival Giacometti: "Enquanto cantamos, as mágoas ficam um bocadinho mais aliviadas"

O acordeão de Celina da Piedade, dois grupos de cante alentejano e Tim, dos Xutos & Pontapés, vão juntar-se no palco do Festival Giacometti. Este fim de semana, em Ferreira do Alentejo. Com entrada livre.

A acordeonista Celina da Piedade esteve no ano passado na primeira edição do Festival Giacometti a assistir a vários concertos. "Vim como público e senti-me logo em casa, fartei-me de cantar", conta. Logo ali se falou da possibilidade de neste ano voltar para fazer um espetáculo e Celina não só aceitou como está a preparar a sua apresentação com dois grupos corais femininos de Ferreira do Alentejo. Entretanto, a organização do festival ficou a saber que as mulheres do grupo Rosas de Março são especialistas em fazer lasquinhas de bacalhau frito, que costumam vender numa barraquinha na feira anual da terra. E já está lançado o desafio: "No próximo ano vêm fazer bacalhau frito para o Giacometti, fica combinado", atira Helena Inverno, diretora artística do festival. "É este o espírito", explica, "queremos ir envolvendo cada vez mais pessoas da comunidade que se identificam com este projeto".

O festival é uma iniciativa da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo que queria ter um evento que promovesse a cultura tradicional e ao mesmo tempo homenageasse o etnomusicólogo Michel Giacometti, que nasceu na Córsega mas que se mudou para Portugal em 1959 e aqui fez um importante trabalho de recolha e investigação de música e literatura oral. Giacometti esteve na região de Ferreira em 1968, fazendo várias recolhas relacionadas com o cante e acabou por ser sepultado em Peroguarda, uma das aldeias do concelho.

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