Um cabaz de estreias para o novo ano

A terminar o ano em que as grandes estreias de cinema nas salas comerciais foram empurradas para data indefinida, olhamos para 2021 como um recheado cabaz de promessas antigas.

Blockbusters e sequelas

A começar pelos pesos-pesados 007: Sem Tempo para Morrer, de Cary Joji Fukunaga, e Top Gun: Maverick, de Joseph Kosinski, a lista de blockbusters adiados faz de 2021 o ano das "grandes esperanças". Abril e julho, respetivamente, são os meses previstos para estrear os dois títulos mais aguardados da colheita 2020. A estes juntam-se Dune, remake do filme de David Lynch de 1984, pelo realizador canadiano que fez a sequela de Blade Runner, Denis Villeneuve; Um Lugar Silencioso 2, de John Krasinski, cujo primeiro filme revelou o sucesso da experiência do silêncio na sala de cinema; Morte no Nilo, a nova adaptação do policial de Agatha Christie, de e com Kenneth Branagh a ajustar o bigode de Poirot depois de Um Crime no Expresso do Oriente (2017); e Respect, o biopic de Aretha Franklin assinado por Liesl Tommy. Do "clube" Marvel anuncia-se Viúva Negra, de Cate Shortland, e Eternals, de Chloe Zhao, juntamente com a novidade Morbius, realizado por Daniel Espinosa, que apresenta Jared Leto na pele do vampiro vilão a chegar ao grande ecrã em março. Para os nostálgicos dos êxitos de 1980 há também motivos de ânimo: vem aí Caça-Fantasmas: O Legado, de Jason Reitman, e 2 Príncipes em Nova Iorque, de Craig Brewer, com Eddie Murphy a retomar o seu papel na comédia de ouro Um Príncipe em Nova Iorque (1988), de John Landis. Na produção nacional, ainda não há data para o filme-retrato das Doce, Bem Bom, de Patrícia Sequeira. E, a apontar para dezembro 2021, The Matrix 4 será o diamante do final do ano.

Boas notícias para cinéfilos

Pouco antes de a pandemia fechar tudo em março, o lançamento do trailer de The French Dispatch criou um fenómeno de curiosidade. Com um infinito elenco de luxo (Saoirse Ronan, Timothée Chalamet, Elisabeth Moss, Bill Murray, Frances McDormand, etc.) em modo The New Yorker, o novo filme de Wes Anderson anunciou-se como uma "carta de amor aos jornalistas" e, apesar de não ter ainda data definida, será dos mais apetecíveis títulos a descobrir na grande tela neste ano. Já a mais recente comédia de Woody Allen, Rifkin"s Festival, rodada no País Basco, deverá chegar em janeiro, seguida em fevereiro da estreia de Viggo Mortensen na cadeira de realizador com Falling - Um Homem Só, filme que revela uma sensibilidade comovente do ator para as dores de família, mostrado no último LEFFEST, tal como A Voz Humana, o requintado projeto de Almodóvar com Tilda Swinton pós-confinamento. Há também o regresso de Paul Schrader com The Card Counter, depois do magnífico No Coração da Escuridão, notícias vagas do West Side Story de Steven Spielberg, que se aponta para dezembro mas não é certo, e Clint Eastwood, do alto dos seus 90 anos, pode surpreender com Cry Macho (em rodagem) ainda no calendário de estreias 2021.

Filmes para toda a família

A grande novidade do departamento "miúdos e graúdos" é, sem dúvida, Mínimos 2: A Ascensão de Gru. Esta galinha dos ovos de ouro dos estúdios Illumination, na forma de bonequinhos amarelos com dialeto estranho, chega a 1 de julho e promete diversão de qualidade, desta vez a sugerir um toque mais acentuado de ação, ou não estivesse Jean-Claude Van Damme no elenco de vozes... Mais cedo, em março, conta-se com Tom & Jerry, de Tim Story, à procura das origens da clássica dupla rival gato-rato; também a sequela Boss Baby: Negócios de Família, de Tom McGrath, nova aventura do bebé empresário que conquistou o público com a voz de Alec Baldwin; e Raya e o Último Dragão, a aposta de animação Disney que deverá estrear-se simultaneamente em streaming. Em maio espera-se Cruella, de Craig Gillespie, com Emma Stone na pele da jovem vilã dos 101 Dálmatas, antes interpretada por Glenn Close, e a já há muito anunciada versão de Pinocchio por Guillermo del Toro (ainda em produção) pode tornar-se uma realidade em 2021.

Séries em continuação

O secretismo das plataformas de streaming não permite um olhar muito alargado ao que aí vem de séries, mas, à partida, é de novas temporadas que se faz o panorama. Por exemplo, The Walking Dead, com uma década de existência, Stranger Things prepara-se para a quarta temporada, La Casa de Papel, a quinta, The Witcher - que prometia ser A Guerra dos Tronos Netflix - vai à segunda e, do lado da HBO, Succession apresenta o seu terceiro momento. Esta, uma série que tem reinado pelo porte dramático que se espelha na acumulação de Emmys e Globos de Ouro. Antes disso, o Disney+ tem para março a chegada de The Falcon and the Winter Soldier, do universo Marvel.

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