Premium À procura das riquezas do Ártico, Putin virou a Rússia para norte

Desde o primeiro momento no Kremlin que o líder russo viu o potencial do transporte marítimo e, mais tarde, da exploração de recursos naturais. Agora em parceria com a China.

Abril de 2000. Vladimir Putin, presidente interino graças à cedência de poder de Boris Ieltsin, mas que dias antes fora eleito chefe de Estado, viaja até Murmansk. Na cidade portuária situada no círculo polar Ártico Putin vestiu-se de marinheiro e assistiu ao lançamento de um míssil balístico a partir de um submarino nuclear; visitou um navio quebra-gelo; e reuniu-se com líderes locais e empresários. No final, disse que o país ia adotar uma estratégia de navegação e que o transporte marítimo no Ártico era o local para iniciar o plano. Meses depois deu-se a tragédia do submarino Kursk, no mar de Barents, não muito longe de Murmansk. Uma ferida no orgulho russo, ainda na ressaca da derrocada da União Soviética. Vinte anos depois, a mancha do acidente que matou os 118 marinheiros não desapareceu, porém o Kremlin pode dizer que os russos têm motivos para se regozijarem com a política para o Ártico.

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