Premium Cova da Moura e o terramoto no MP. Por que caíram o racismo e a tortura

Nesta terça-feira, a defesa dos 17 polícias acusados parte tranquila para as alegações finais, depois de o Ministério Público ter recuado nas imputações mais graves. Apenas em relação a nove agentes o MP encontrou provas para os seus crimes. Nada de racismo ou tortura.

17 sorrisos de 17 polícias arguidos. Terramoto no Ministério Público (MP). Incredulidade das vítimas. Apreensão na Cova da Moura. Podia resumir-se assim o resultado das alegações finais do procurador Manuel das Dores no julgamento dos agentes de Alfragide, acusados de sequestro, tortura, agressões agravadas, falsificação de autos, injúrias e omissão de auxílio - tudo motivado pelo ódio racial - contra seis jovens negros da Cova da Moura.

O magistrado chumbou toda a investigação e acusação que tinham sido feitas pelos colegas Paes de Faria, um veterano do MP, e por Hélder Cordeiro, o coordenador do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Amadora, que, coadjuvados pela Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ (na altura liderada pelo atual diretor nacional, Luís Neves), produziram uma acusação histórica no nosso país.

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