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Imigração

Os novos minhotos. "Braga é como a gente queria que fosse o Brasil"

São famílias ou pessoas já reformadas no Brasil que estão a chegar em grande número a Braga. Fogem da insegurança e ficam encantados com a qualidade e o custo de vida numa cidade "perto de tudo e acolhedora".

Quando chegou a Braga, em março, o brasileiro Max Weber tinha o objetivo de perceber se a ideia de largar o Rio de Janeiro para se instalar no norte de Portugal era viável. A mulher ficou do outro lado do Atlântico enquanto Max apalpava o terreno no Minho após ter sido atraído por um casal amigo para criar uma empresa em Braga. "Quando liguei pela primeira vez para o Brasil disse logo à minha esposa: 'Você não vai acreditar. Aqui em Braga as mulheres andam de carro com o vidro aberto.' No Rio isso é impossível", conta agora, quando já tem a companhia da mulher e dos dois filhos. A segurança e a qualidade de vida em Braga são fatores decisivos. O plano familiar é ficar a viver numa cidade com "muitas oportunidades".

Max, 44 anos, e a família estão entre os novos brasileiros de Braga. Se os alunos da Universidade do Minho já davam um sotaque diferente, desde 2016 a cidade conhece cada vez mais habitantes que deixaram o país lusófono. De acordo com dados da associação UAI (União, Apoio e Integração), que presta auxílio aos novos imigrantes, e da Câmara de Braga serão atualmente entre dez e 15 mil, apenas na cidade, com o distrito a poder ter à volta de 30 mil. O município de Braga tem uma população de 180 mil habitantes. É difícil contabilizar com exatidão devido aos inúmeros casos de cidadania portuguesa ou de outro país europeu. Para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, em 2018, existiam em Braga 6168 brasileiros - de longe a maior comunidade no distrito. Quando se fala em Braga a este nível, é necessário incluir os concelhos vizinhos, sobretudo Vila Verde e Amares, onde muitos dos novos minhotos procuram casa.

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