O confinamento fez-nos mais caseiros ou não temos onde ir?
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O confinamento fez-nos mais caseiros ou não temos onde ir?

As restrições foram aliviadas, até já há comércio aberto e mais gente na rua, mas a casa continua a ser o porto seguro contra a covid-19. Histórias de quem está a começar a desconfinar - e de quem nunca confinou.

O desconfinamento obrigou a que Salomé Pinho, 40 anos, tivesse que fazer uma espécie de folha excel para se coordenar com o marido. Ela é investigadora no I3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto) e Ricardo Marcos-Pinto é médico gastroenterologista no Hospital de Santo António. Com duas crianças pequenas em casa não é fácil coordenar os horários - Salomé esteve em teletrabalho, ao mesmo tempo que acompanhava os filhos, mas as responsabilidades profissionais, a coordenação de um grupo de 11 pessoas e projetos de investigação em curso, alguns urgentes para concluir, começam a pedir a sua presença no local de trabalho, mesmo que não seja todos os dias. Além disso, Salomé está agora a coordenar um projeto sobre covid-19 em colaboração com o Hospital de Santo António e os compromissos profissionais começam a não dar margem para ausências físicas a 100%.

O I3S abriu a 25% na semana anterior e Salomé desloca-se lá quando o marido está em casa, muitas vezes depois de 24 horas de trabalho nas urgências. Gonçalo e Carolina têm respetivamente 6 e 9 anos e exigem o acompanhamento natural da sua idade. Mas isso requer muito planeamento, sobretudo quando os pais têm profissões tão exigentes. A solução do casal foi a realização de um plano semanal para se organizarem e um planeamento diário com as crianças, com as tarefas para o dia seguinte.

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