Premium Bernardino Soares: "Passa muito tempo entre o anúncio das medidas e a concretização"

O presidente da Câmara de Loures defende que é preciso muito investimento público para ultrapassar a crise económica e social provocada pela pandemia e apela a mais financiamento da Administração Central para os municípios ou investimento nas áreas sociais. Aponta os transportes como uma das lacunas.

Quais foram os principais problemas com que se confrontou a Câmara de Loures para responder à pandemia?
Nesta fase da pandemia foi essencial garantir as condições para manter os serviços a funcionar, quer aqueles que são considerados essenciais, como a recolha do lixo, a proteção civil, o serviço de saúde da Câmara, quer aqueles que também são essenciais para dar apoio ao SNS, à Segurança Social ou a todas as entidades que precisaram do apoio da Câmara nesta altura. Por exemplo, temos um grupo de psicólogos a trabalhar com o centro de Saúde, a dar apoio aos bombeiros. Já fornecemos muitos milhares de refeições a profissionais do SNS. Também temos uma série de infraestruturas montadas e preparadas para todas as eventualidades que, felizmente, nem todas foram necessário ativar ainda, o que é bom sinal. Portanto, a nossa prioridade foi manter os nossos serviços a funcionar e criar condições para apoiar o mais possível as entidades da Administração Central que, fruto de muitos anos de desinvestimento, têm enormes dificuldades em responder a situações como esta.

Nesta fase do desconfinamento e em que nos defrontamos já com uma crise económica e social que medidas vão ser tomadas pela Câmara de Loures? Com que problemas é que a autarquia se defronta?
Mesmo nesta fase de estado de emergência interviemos num fortíssimo apoio às instituições sociais e na área social. Substituímo-nos à Segurança Social no apoio em relação à quebra de receitas das creches e também de centros de dia, que deixaram de ter financiamento porque os utentes deixaram de os frequentar e muitos deixaram de pagar, as próprias instituições fizeram descontos às famílias. A Segurança Social não avançou com apoios nesta área e só tardiamente apareceu alguma coisa e nós temos vindo a atribuir nos últimos meses apoios financeiros mensais às IPSS para que elas se mantenham em funcionamento porque são indispensáveis nesta altura e possam dar alguma resposta à população. Esse apoio foi financeiro, é logístico e material - nós é que estamos a fornecer os equipamentos de proteção às IPSS porque a Segurança social não tem dado resposta a isto - e de outra forma já tinham parado.

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