Premium "Há um desgaste enorme dos professores." Greve é retomada na segunda-feira

Professores entregaram novos pré-avisos de greve às horas extraordinárias para o período de 14 a 25 de outubro. Muitos docentes trabalham mais de 45 horas semanais, denunciam Fenprof e FNE.

É uma luta que se arrasta há cerca de um ano. A partir de segunda-feira, os professores voltam a recusar trabalhar além das 35 horas semanais (22 de aulas e 13 de componente não letiva), num protesto que deverá afetar reuniões de avaliação intercalar dos alunos, formações e outras atividades. A greve às horas extraordinárias foi convocada por dez organizações sindicais, entre as quais a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e Federação Nacional da Educação (FNE), que acusam o Ministério da Educação de nada ter feito para garantir que os docentes trabalhariam apenas 35 horas por semana.

"O Ministério da Educação teima em não aceitar produzir legislação ou dar orientações às escolas para que façam que o trabalho além das 35 horas termine. Assim, não há outra opção que não seja dar continuidade à greve que se iniciou no ano passado", diz ao DN Pedro Barreiros, vice-secretário-geral da FNE, destacando que - embora o governo tenha dito que a greve do ano passado não teve impacto - "houve uma forte adesão dos professores, o que se traduziu numa mudança de práticas em algumas escolas".

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