Premium Reabertura de creches e pré-escolar. Educadores pedem declaração de exclusão de responsabilidade

Medidas de segurança para reabertura do pré-escolar no dia 1 de junho ainda não são conhecidas. Quanto às creches, que começam a reabrir já a 18 de maio, há educadores que consideram não estar reunidas as condições para o regresso ao trabalho. DGS pede camas separadas por dois metros e que brinquedos pessoais não sejam partilhados entre crianças.

Confiantes de que a reabertura de creches e do pré-escolar não será possível com as medidas de segurança previstas pelo Governo, vários educadores estão a recorrer ao apoio legal para apresentar declarações de exclusão de responsabilidade na eventualidade de ser registado um caso de contágio de uma criança no seu local de trabalho. Um documento até agora só previsto para profissionais de saúde, mas que não garante, ao contrário do esperado, a recusa de responsabilidade civil do profissional.

No passado dia 4 de maio, uma educadora numa instituição pública de pré-escolar de Odemira desabafava na sua página de Facebook o desagrado quanto ao regresso ao trabalho. Numa declaração pública, a professora Agripina Maltinha temia não estarem garantidas as condições de segurança para as crianças e para si durante a reabertura. "Considero de total irresponsabilidade e um risco desnecessário a abertura dos jardins-de-infância a 20 dias do encerramento do ano letivo. Atirar para cima dos educadores a responsabilidade de controlar todas as variáveis de segurança das crianças, numa situação nova, de dimensões que ainda ninguém conhece, é perverso. É fazer cobaias com os filhos dos outros, com as suas famílias e com as pessoas que trabalham com eles", escrevia.

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