Exclusivo A escola está prestes a começar e ainda há alunos sem colocação

Era até ontem o caso de Laura, de Setúbal, que vai para o 10.º ano, e de Bernardo, da Charneca de Caparica, que passou para o 5.º. Um desespero para os alunos, que ainda nem livros têm, e para os pais, que precisam de se organizar e não podem. O ministério da Educação explica.

Todos os dias, Laura Santos vai várias vezes ao portal das matrículas ver se já foi colocada. Aluna do quadro de mérito, tudo cincos e um quatro, leva a escola muito a sério. Quer entrar para Medicina e não saber neste momento, a sete dias do início das aulas, qual será a sua escola, é uma angústia. Fez a matrícula no período definido para a fazer. A escola que já frequentava foi a segunda opção de três que lhe permitiam seguir a área de estudos que escolheu: ciências e tecnologia. A escola mais perto de casa não oferecia essa área (apesar de, sabe agora, ter uma turma com a área dela).

"É muito stressante não saber para que escola vou, se é longe de casa ou se é perto, se estarei colocada quando as aulas começarem. A escola para mim não é nenhuma brincadeira", diz a aluna, que inicia neste ano letivo o ensino secundário, e cujas notas são determinantes para entrar para a faculdade, sobretudo quando se trata de Medicina, que tem das médias mais altas do país, em que cada décima pode fazer a diferença.

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