O ministério chinês do Comércio anunciou esta segunfa-feira, 23, que está a "avaliar" o conteúdo e impacto da decisão da Supremo Tribunal dos Estados Unidos sobre as tarifas impostas pela Administração de Donald Trump, reiterando a oposição às medidas "unilaterais".Num comunicado, o ministério indicou que "tomou nota" da decisão judicial no litígio sobre as tarifas e que está a realizar uma "avaliação integral" das suas implicações.A China "opõe-se sistematicamente às medidas tarifárias unilaterais" e reitera que "a guerra comercial não tem vencedores e o protecionismo não tem saída", indicou o ministério, depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter decidido que a Administração Trump excedeu os seus poderes ao invocar a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA) como base jurídica para impor as taxas tarifárias.O ministério acrescentou que as chamadas "tarifas recíprocas" e as tarifas relacionadas com o fentanil constituem medidas 'unilaterais' que, segundo Pequim, "não só violam as regras económicas e comerciais internacionais", como também o "direito interno" dos Estados Unidos, e "não atendem aos interesses de nenhuma das partes".Pequim insiste ainda que as relações entre as duas potências devem ser geridas com base na cooperação. "Os factos têm demonstrado repetidamente que a China e os Estados Unidos beneficiam quando cooperam e são prejudicados quando se confrontam", afirmou o ministério, que instou Washington a "cancelar" as tarifas unilaterais impostas aos seus parceiros comerciais.Pequim afirmou ter observado que os Estados Unidos "se preparam" para recorrer a medidas alternativas, como "investigações comerciais", com o objetivo de manter a imposição de taxas aos seus parceiros, e advertiu que a China "manterá uma vigilância estreita" e "protegerá firmemente" os seus interesses.A declaração surge após a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos na sexta-feira, alcançada por seis votos contra três, que limitou o uso da IEEPA como base para impor tarifas generalizadas em tempos de paz.Após a decisão judicial, Trump anunciou inicialmente uma nova tarifa global de 10% ao abrigo da Secção 122 da Lei do Comércio de 1974, mas este sábado elevou essa tarifa para 15%.A norma invocada permite aumentar as tarifas até um máximo de 15% por períodos de 150 dias, o que levanta questões sobre a sua aplicação a médio prazo e sobre os mecanismos legais que a Casa Branca pode utilizar se desejar prolongar a medida.A situação ocorre num contexto de trégua comercial de um ano anunciada em outubro passado entre Washington e Pequim, que incluía reduções parciais..Supremo Tribunal dos EUA chumba tarifas de Trump considerando-as ilegais