Os jovens com 30 a 35 anos de idade vão poder contratar empréstimos bancários para compra de habitação com uma maturidade de 40 anos, mais três face ao atual máximo de 37 anos, anunciou o governador do Banco de Portugal.No mesmo dia em que defendeu um aperto significativo geral no acesso ao crédito à habitação, propondo uma redução "vinculativa" da taxa de esforço das famílias com dívida bancária de 50% para 45% do seu rendimento líquido, o regulador governado por Álvaro Santos Pereira indicou que em meados deste verão de 2026, os jovens com idades entre os 30 e 35 anos poderão contratar novos créditos com um plano de pagamento mais extenso, de 40 anos em vez de 37.Segundo o Santos Pereira, é uma forma de refletir o "aumento da longevidade", quando há cada vez mais pessoas que possam vir a viver até aos 100 anos, exemplificou o economista.O limite à maturidade dos contratos não está, na verdade, a ser cumprido, indicou Santos Pereira."A maturidade média de 30 anos não está a ser cumprida" pelo que este indicador vai "desaparecer", passando o sector a focar-se em maturidades máximas.Segundo o governador, "vamos sugerir que haja uma simplificação de regras" a começar pelos mais jovens.O aumento efetivo dos prazos médios das carteiras de crédito tem acontecido ao aumento do peso do crédito a jovens no âmbito do esquema do governo Garantia Jovem.No primeiro trimestre deste ano, os créditos desta modalidade jovem representaram 27,9% do número de contratos e 31,7% do valor, segundo o BdP.Atualmente, o regulador "recomenda" que a maturidade máxima contratada entre particulares e bancos seja de 40 anos para mutuários com idade até 30 anos; não exceda 37 anos para idades entre 30 e 35 anos; e não ultrapasse 35 anos para clientes com mais de 35 anos.Como referido, a partir de meados deste verão, quem tem até 30 anos já pode contratar empréstimos hipotecários até 40 anos, mas quem tem entre 30 e 35 anos, a nova maturidade máxima subirá de 37 anos para 40 anos..Álvaro Santos Pereira: aperto no acesso das famílias ao crédito à habitação tem de ser "vinculativo".Riscos financeiros pioraram muito e Estado, famílias e empresas em Portugal estão demasiado "vulneráveis"