Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças.
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças.Foto: D.R.

Excedente do Estado encolhe para 282 milhões de euros até julho

Síntese da execução orçamental relativa aos primeiros sete meses do ano revela um decréscimo do superavit das contas públicas em 2040,1 milhões de euros face ao mesmo período de 2025.
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O excedente orçamental do Estado caiu em julho para 281,7 milhões de euros. Trata-se de um decréscimo de 2040,1 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior, explicado pelo aumento da despesa em 10,6%, acima da subida da receita, em 7,4%, de acordo com a síntese de execução orçamental relativa ao mês de julho.

"Este resultado encontra-se influenciado pelo efeito dos pagamentos de dívidas vencidas, por parte do Serviço Nacional de Saúde, na sequência dos reforços de capital concedidos para regularização de dívidas, e cujo montante, até ao mês de julho, totalizou 1426,4 milhões de euros (em 2025 o montante de transferências totalizava apenas 166,7 milhões de euros)", lê-se no documento.

"Encontra-se também influenciado, no lado da receita fiscal e contributiva, pelas moratórias e pela isenção de pagamento de TSU para as empresas afetadas pelo comboio de tempestades", acrescenta a Entidade Orçamental do Ministério das Finanças.

Sem os pagamentos ao SNS, o saldo global das contas públicas nos primeiros sete meses do ano seria positivo em 1708,1 milhões de euros, segundo o Ministério das Finanças. Este valor corresponderia a uma redução de 780,4 milhões de euros face ao saldo de 2025, com o aumento da despesa a ficar-se por 8,8%, ainda assim acima do acréscimo de receita, de 7,4%.

O saldo primário, ou seja, excluindo os juros da dívida pública, ficou em 5331,4 milhões de euros, menos 1571,5 milhões do que em 2025. Ajustado do efeito dos pagamentos ao SNS, o saldo primário fixa-se em 6757,8 milhões, menos 311,8 milhões de euros do que em igual período de 2025.

O aumento da despesa primária (sem juros da dívida) "é explicado sobretudo pelos aumentos das transferências (7,2%), do investimento (40,4%) e das despesas com pessoal (6,2%)", lê-se na síntese orçamental.

Nas transferências, grande parte do acréscimo deveu-se à despesa com as pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações.

Quanto ao crescimento da receita de 7,4%, foi "suportada no desempenho de todas as suas componentes, salientando-se o comportamento da receita não fiscal e não contributiva (18,7%), seguido da receita fiscal (4,2%) e da receita contributiva (6,7%)".

A receita fiscal cresceu 4,2%, com a arrecadação de IVA a aumentar 6,8%, a de IRS 5,7% e a de IMI 22,7%. O montante de IRC que entrou nos cofres do Estado até julho caiu 2,4%. As contribuições para a Segurança Social cresceram 7,3%.

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