A depressão Kristin deixou marcas no grupo Luís Simões (LS), um dos maiores operadores logísticos da Península Ibérica. A tempestade atingiu o centro de operações do Mercado Abastecedor da Região de Coimbra do grupo português mas, apesar das dificuldades, a LS "está a trabalhar a 100% desde o primeiro minuto para restabelecer a normalidade das operações", revela ao DN fonte oficial da transportadora.Segundo adianta, o centro de operações em Coimbra registou "um número reduzido de viaturas danificadas por estruturas que voaram ou árvores tombadas". Neste momento, o grupo está "a proceder ao levantamento e reparação de danos". Os condutores da LS "estão bem e em segurança", frisa.O grupo confirmou que é nas zonas de Coimbra a Leiria que existem mais constrangimentos à realização de transportes. Há "acessos muito condicionados ou mesmo bloqueados, de que são exemplos os cortes de via na A1 e na A13" e na região de Leiria regista-se "dificuldades de comunicação, que se estendem aos pontos de carga e descarga".Desde ontem que voltou "a enviar viaturas para Leiria". Segundo afirma, "estamos a ajudar os nossos clientes afetados a arrancar a sua atividade industrial, e continuamos a entregar na região bens de grande consumo, condicionados ao desimpedimento das vias e com limitações de comunicação com viaturas/condutores".A nível nacional, a distribuição está também afetada pela depressão Kristin. Como diz, verifica-se um elevado número de incidências que estão a dificultar a operação, nomeadamente estradas cortadas ou com circulação limitada e impossibilidade de descargas, devido a destinatários encerrados ou com operações limitadas.O grupo afirma-se solidário com as populações afetadas e disponível para fazer parte da solução. Até agora, não recebeu pedidos de ajuda relevantes..“Connosco foi só o telhado. Há pessoas que não têm paredes”.IPMA prevê chuva e vento a partir de domingo. "Nada tão gravoso como tivemos”, diz meteorologista