A Câmara do Porto vota na terça-feira, 21 de abril, em reunião pública, as contas de 2025, que fecharam com um resultado líquido de 68 milhões de euros. Destes 68 milhões de euros de lucro, 64 milhões passam para resultados transitados e 3,4 milhões de euros para reservas legais.“Os resultados financeiros do exercício são positivos e evidenciam a solidez da gestão municipal”, assinala o presidente da autarquia, Pedro Duarte, no relatório de prestação de contas 2025.A taxa de execução da receita cobrada atingiu 98,7%, num total de 476,9 milhões de euros, enquanto a despesa paga, de 378,8 milhões de euros, registou uma taxa de execução de 78,4%, ambos valores superiores à média nacional, num ano cujo ritmo de execução foi condicionado por um período de gestão limitada dos órgãos municipais, decorrente do calendário eleitoral autárquico, sublinha.Pedro Duarte ressalva ainda que a receita total cresceu 17% face ao ano anterior, impulsionada pelo desempenho das receitas fiscais, que aumentaram 45,2 milhões de euros (+19,4%).Já em termos de equilíbrio orçamental, o município apresentou um resultado positivo de 98,8 milhões de euros, superior em 34,3 milhões de euros ao valor do ano anterior.A poupança corrente atingiu 92,3 milhões de euros, permitindo financiar investimentos exclusivamente com recursos próprios, destaca.No plano da despesa, o ambiente e urbanismo representam, em conjunto, 28,8% da despesa executada, enquanto a coesão social mobilizou 32,3 milhões de euros em programas de apoio às populações mais vulneráveis.Já a mobilidade absorveu 30,5 milhões de euros, direcionados para a promoção do transporte público e da mobilidade urbana sustentável e o objetivo “Economia, Pessoas e Inovação” representou 30 milhões de euros, dos quais 19,9 milhões foram para a educação.E, por sua vez, a cultura e património assumiram 16,9 milhões de euros.Do total do investimento realizado, que ascendeu a 82,1 milhões de euros, 35,4 milhões de euros foram direcionados para a regeneração urbana, com destaque para o Programa Rua Direita, para a promoção do arrendamento acessível e para a requalificação e beneficiação de diversos espaços e arruamentos da cidade.O parque habitacional social teve um investimento de 14,3 milhões de euros. “As contas de 2025 constituem, assim, a expressão concreta dos princípios que orientaram a gestão dos últimos anos: disciplina orçamental, transparência e responsabilidade financeira”, considera Pedro Duarte..“Vamos ser implacáveis”: Porto encerra dez habitações ilegais e aposta no "efeito dissuasor".Câmara de Lisboa aprova orçamento municipal de 1345 milhões de euros para 2026