Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto.
Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto.RODRIGO ANTUNES/LUSA

Câmara do Porto regista lucro de 68 milhões de euros em 2025

A receita de autarquia liderada por Pedro Duarte cresceu 17%, com forte contributo dos proveitos fiscais, que aumentaram 19%.
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A Câmara do Porto vota na terça-feira, 21 de abril, em reunião pública, as contas de 2025, que fecharam com um resultado líquido de 68 milhões de euros. Destes 68 milhões de euros de lucro, 64 milhões passam para resultados transitados e 3,4 milhões de euros para reservas legais.

“Os resultados financeiros do exercício são positivos e evidenciam a solidez da gestão municipal”, assinala o presidente da autarquia, Pedro Duarte, no relatório de prestação de contas 2025.

A taxa de execução da receita cobrada atingiu 98,7%, num total de 476,9 milhões de euros, enquanto a despesa paga, de 378,8 milhões de euros, registou uma taxa de execução de 78,4%, ambos valores superiores à média nacional, num ano cujo ritmo de execução foi condicionado por um período de gestão limitada dos órgãos municipais, decorrente do calendário eleitoral autárquico, sublinha.

Pedro Duarte ressalva ainda que a receita total cresceu 17% face ao ano anterior, impulsionada pelo desempenho das receitas fiscais, que aumentaram 45,2 milhões de euros (+19,4%).

Já em termos de equilíbrio orçamental, o município apresentou um resultado positivo de 98,8 milhões de euros, superior em 34,3 milhões de euros ao valor do ano anterior.

A poupança corrente atingiu 92,3 milhões de euros, permitindo financiar investimentos exclusivamente com recursos próprios, destaca.

No plano da despesa, o ambiente e urbanismo representam, em conjunto, 28,8% da despesa executada, enquanto a coesão social mobilizou 32,3 milhões de euros em programas de apoio às populações mais vulneráveis.

a mobilidade absorveu 30,5 milhões de euros, direcionados para a promoção do transporte público e da mobilidade urbana sustentável e o objetivo “Economia, Pessoas e Inovação” representou 30 milhões de euros, dos quais 19,9 milhões foram para a educação.

E, por sua vez, a cultura e património assumiram 16,9 milhões de euros.

Do total do investimento realizado, que ascendeu a 82,1 milhões de euros, 35,4 milhões de euros foram direcionados para a regeneração urbana, com destaque para o Programa Rua Direita, para a promoção do arrendamento acessível e para a requalificação e beneficiação de diversos espaços e arruamentos da cidade.

O parque habitacional social teve um investimento de 14,3 milhões de euros. “As contas de 2025 constituem, assim, a expressão concreta dos princípios que orientaram a gestão dos últimos anos: disciplina orçamental, transparência e responsabilidade financeira”, considera Pedro Duarte.

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