A implementação das recomendações de Mário Draghi mantém-se lenta, o que limita o investimento, a produtividade, o crescimento e o emprego na Europa, conclui o Reform Barometer, da BusinessEurope, a maior confederação empresarial europeia, na qual a CIP– Confederação Empresarial de Portugal tem assento.“Apenas cerca de 11% das recomendações apresentadas por Draghi em setembro de 2024 foram implementadas até agora”, diz Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, em comunicado. Um quadro que leva esta responsável a afirmar que “não bastam mensagens políticas em defesa da competitividade, são necessárias medidas urgentes que aliviem a carga das empresas de forma evidente e imediata”.O tema será debatido na conferência “Competitividade europeia 18 meses após o Relatório Draghi”, que decorre amanhã (17 de março), no Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, em Lisboa. O evento, organizado com o apoio da CIP, irá contar com a participação do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, João Maria Brandão de Brito.O debate irá centrar-se nos desafios mais urgentes para o crescimento europeu, contando também com a participação de responsáveis do Banco de Portugal, da BusinessEurope, da Academia, de instituições financeiras e da CIP. É ainda esperada a participação de economistas e representantes do setor empresarial.Em cima da mesa estará a edição de 2026 do Reform Barometer, uma das principais publicações europeias dedicadas à análise das reformas económicas e da competitividade da União Europeia, diz o comunicado. Todos os anos é publicado este estudo, que analisa o desempenho das economias europeias em áreas como finanças públicas, ambiente empresarial, inovação e competências, acesso ao financiamento, fiscalidade, estabilidade financeira e mercado de trabalho.Nesta edição, o barómetro revela que quase 60% das confederações nacionais, membros da BusinessEurope, têm uma opinião mais favorável da agenda de competitividade e crescimento da Comissão Europeia do que há um ano. Mas só 19% dos inquiridos apontam uma melhoria no ambiente de investimento da União Europeia, enquanto mais de metade não vê qualquer alteração. Cerca de um terço afirma que as condições pioraram.O programa da conferência integra debates sobre o estado da competitividade da União Europeia num contexto de crescente competição global, o próximo Quadro Financeiro Plurianual e o papel da política de coesão no apoio ao investimento, e o desenvolvimento da União das Poupanças e Investimentos..Navigator ruma ao futuro com apostas no papel tissue e nas cápsulas de café .Calçado investe 50 milhões para se posicionar como fornecedor do setor militar europeu