Ao fim de 59 dias a treinar a seco, nadadores podem voltar à piscina

Atletas como Alexis Santos, Miguel Nascimento, João Vital e Victoria Kaminskaya, que integram o projeto olímpico para Tóquio2020, podem voltar à água a partir desta terça feira no Centro de Alto Rendimento do Jamor.

Ao fim de 59 dias a treinar em seco, os nadadores portugueses de alto rendimento podem a partir desta terça-feira voltar a utilizar a piscina e o ginásio do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Natação do Jamor, em Oeiras, depois do encerramento das instalações, em 14 de março, devido à pandemia de covid-19.

Segundo a Federação Portuguesa de Natação (FPN), as piscinas vão reabrir para os atletas de alto rendimento, nomeadamente Alexis Santos, Miguel Nascimento, João Vital e Victoria Kaminskaya, que normalmente utilizam estas piscinas e integram o projeto olímpico para Tóquio2020.

Deste quarteto, apenas Alexis Santos já alcançou mínimos para os Jogos Olímpicos, a disputar entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, na capital japonesa, na especialidade dos 200 metros estilos. O recordistas nacional não entra numa piscina desde o início da quarentena, há quase sete semanas, como contou ao DN.

Tendo em vista a minimização dos riscos de utilização das instalações, apenas vai ser utilizada a piscina de 50 metros e somente por atletas profissionais e de alto rendimento. Haverá no máximo 16 nadadores em cada período, permitindo o treino a 112 atletas por dia.

Esta organização prevê a divisão em dois grupos de oito, seguindo um desfasamento de meia hora, enquanto uns aquecem numa das duas zonas secas (uma de cada lado da piscina), recomendando um afastamento de quatro metros entre atletas, outros usam pistas separadas, deixando livres as cinco e seis (as duas do meio), sendo permitida a presença de dois treinadores em cada área.

Entre outras medidas do manual de procedimentos da Federação Portuguesa de Natação, que juntou contributos do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ) para o CAR Jamor, e que está em constante atualização, destaca-se a redução do tempo de permanência nas instalações, assim como a proibição de utilização de chuveiros, balneários e da partilha de equipamentos.

Mesmo durante o estado de emergência, os atletas profissionais e de alto rendimento beneficiavam de um regime de exceção para a realização de treinos, que, no caso da natação, estava muitas vezes inviabilizada pelo encerramento das piscinas.

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