Acidente na prova de F3 em Macau: "Foi incrível ter sobrevivido"

A condutora alemã de 17 anos, Sophia Floersch, fraturou a coluna depois de um despiste a 276 quilómetros por hora no Grande Prémio de Macau

Sophia Floersch perdeu o controlo do seu carro, quando circulava a 276 quilómetros por hora, na prova de F3 do Grande Prémio de Macau. Embateu no carro que seguia à frente, conduzido pelo japonês Sho Tsuboi. E de seguida voou, indo cair numa área reservada para os repórteres de imagem, fora da pista.

O dono da equipa da condutora alemã, Frits van Amersfoort, garante que Floersch deve ter tido "um anjo em cima do seu ombro". O que é outra forma de dizer: "Foi como um foguete. Sobreviver foi incrível", avaliou o dono da Van Amersfoort Racing à BBC Radio 5. "Pensamos que estaria a correr a 276 Km/h nessa altura."

O piloto japonês Tsuboi também foi hospitalizado, com dores nas costas. Os fotógrafos Minami Hiroyuki e Chan Weng Wang e o polícia Chan Cha In também foram hospitalizados com ferimentos (fratura de maxilar, laceração do fígado)

"Creio que nunca vi nada assim. Não vi todos os acidentes do desporto automóvel, mas este foi seguramente o pior que vi", acrescenta Van Amersfoort. "Tivemos sorte por o caro ter voado, porque ultrapassou uma barreira. Se tivesse chocado com a barreira teria sido muito pior", referiu o dono da equipa, citado pelo The Guardian.

Floersch ainda se encontra hospitalizada, mas a sua conta no Twitter adianta que as cirurgias têm corrido bem e sem complicações.

O presidente da FIA, Jean Todt, garantiu que o acidente será investigado. Desde 1973, até ao ano passado, morreram oito condutores no circuito de Macau. O motociclista Daniel Hegarty foi o último.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.