Varandas: "Gyökeres?  Já vi jogadores inferiores a serem transferidos por valores acima de 100 milhões"
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Varandas: "Gyökeres? Já vi jogadores inferiores a serem transferidos por valores acima de 100 milhões"

"O que me interessa é que o Sporting está muito feliz de ter o Gyökeres e vice-versa", afirmou o presidente leonino na cimeira Thinking Football.
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Frederico Varandas destacou esta quinta-feira a permanência de Viktor Gyökeres no plantel do Sporting e referiu que já viu jogadores inferiores serem transferidos por mais de 100 milhões de euros, valor da cláusula de rescisão do atacante nórdico.

"Temos uma equipa forte. O Viktor foi um jogador diferenciador no campeonato português e é muito feliz por estar ladeado por dois craques como Pedro Gonçalves e Francisco Trincão. O Hjulmand é mais um grande jogador e agora é o nosso capitão. O Sporting é hoje um grupo muito valorizado. Não me lembro de ter um plantel tão valioso a nível de ativos. Agora, se vamos superar os rivais ou não, temos de demonstrá-lo no campo", afirmou o presidente leonino, sobre o sueco que foi o melhor marcador da I Liga na época passada e o atual líder dos principais artilheiros na edição 2024/25 da prova, com sete golos, em quatro jornadas.

Contratado aos ingleses do Coventry no verão de 2023 por 20 milhões de euros (ME) fixos, mais quatro ME em objetivos, Viktor Gyökeres soma 50 golos e 17 assistências em 55 encontros pelo Sporting e está vinculado por mais quatro épocas, até junho de 2028, com uma cláusula de rescisão de 100 ME.

"O facto de ser batida ou não depende muito do momento do jogador, da sua idade e da existência de mais do que um clube nessa disputa, mas vale o que vale. Já vi jogadores inferiores a serem transferidos por valores acima de 100 ME e grandes jogadores a saírem abaixo disso. O que me interessa é que o Sporting está muito feliz de ter o Gyökeres e vice-versa", concluiu.

O Sporting está pujante para lutar pelo primeiro bicampeonato nacional de futebol desde 1953/54, reconheceu esta quinta-feira o presidente leonino Frederico Varandas.

"Falar desta questão... Se dissessem isso a qualquer adepto do futebol há seis anos, iria parecer algo de outro planeta. Qualquer pessoa acharia que estaríamos malucos a falar de um bicampeonato. É a prova de que o Sporting cresceu com dois títulos em quatro anos. O primeiro foi disruptivo e surpreendeu muita gente, enquanto o segundo foi conquistado com naturalidade. O Sporting voltou a ocupar o seu espaço, que é liderar o futebol português", apontou.

Frederico Varandas falava na primeira conferência da terceira edição da cimeira Thinking Football, que arrancou esta quinta-feira e promoverá debates sobre a modalidade com oradores nacionais e internacionais até sábado, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, sob organização da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

"Acreditamos muito no nosso potencial e queremos dar essa alegria aos adeptos. Temos tentado sempre gerir com grande critério o projeto desportivo. Há uma base de jogadores que nos acompanham desde o início neste ciclo de vitórias, mas também achámos [no defeso] que seria o momento ideal para haver uma certa renovação", lembrou, em alusão às saídas do ex-capitão Sebastián Coates, Antonio Adán, Luís Neto e Paulinho.

Novo modelo da Champions beneficia clubes portugueses

O acréscimo do número mínimo de jogos trará vantagens aos clubes portugueses na remodelada Liga dos Campeões de futebol, cuja fase regular arranca na próxima semana, avaliou esta quinta-feira o presidente do campeão nacional Sporting, Frederico Varandas.

"Vamos esperar para ver como é que as equipas portuguesas se vão dar neste modelo, que é interessante. Se será mais fácil ou mais difícil, veremos. Penso que tem um aspeto positivo à partida, que é o facto de termos, no mínimo, oito jogos em vez de seis. Isso é muito importante, porque é ali que os jogadores se valorizam e se mostram. Como somos um clube de um país exportador, é extremamente importante estar nesse palco", vincou.

"Aperto no calendário? Estamos sempre disponíveis para competir na 'Champions'", atirou, em alusão ao novo modelo competitivo da prova, que substitui a fase de grupos de 32 clubes por um campeonato com 36 emblemas, proporcionando a cada um oito jogos - quatro em casa e quatro fora - com adversários diferentes.

O Sporting, atual líder isolado da I Liga portuguesa, com 12 pontos, em quatro jornadas, iniciará a participação na edição 2024/25 da Liga dos Campeões na terça-feira, ao receber os franceses do Lille no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na ronda inaugural da fase regular.

Seguem-se os embates caseiros com os ingleses do Manchester City (05 de novembro) e do Arsenal (dia 26) e com os italianos do Bolonha (29 de janeiro de 2025), intercalados pelas visitas aos neerlandeses do PSV Eindhoven (01 de outubro), aos austríacos do Sturm Graz (dia 22), aos belgas do Club Brugge (10 de dezembro) e aos alemães do Leipzig (22 de janeiro do próximo ano).

Os oito primeiros classificados têm entrada direta nos oitavos de final, tal como os vencedores dos play-offs disputados a duas mãos entre as equipas posicionadas do nono ao 24.º lugares, enquanto os restantes 12 participantes serão automaticamente eliminados, sem haver possibilidade de repescagem para a Liga Europa.

O Sporting é um dos dois clubes portugueses presentes na Liga dos Campeões, a par do rival lisboeta Benfica, segundo classificado da I Liga em 2023/24, enquanto FC Porto e Sporting de Braga vão alinhar na também reformulada Liga Europa e o Vitória de Guimarães estreará a representação nacional na fase principal da Liga Conferência.

Varandas exclui passo atrás dos grandes na centralização audiovisual da I Liga

A futura centralização dos direitos audiovisuais da I Liga de futebol deve motivar um passo em frente dos clubes menos mediáticos em detrimento do recuo de Sporting, Benfica e FC Porto, assumiu esta quinta-feira o presidente leonino, Frederico Varandas.

"Espero que esse passo atrás nunca venha a acontecer. Eu não tenho essa visão da centralização. Os 'grandes' não podem perder o pouco [de valor acrescentado face aos restantes primodivisionários], que parece que é muito em Portugal, mas é pouco em comparação contra quem competimos lá fora", enquadrou o líder máximo dos campeões nacionais.

"Não podemos perder de maneira nenhuma, porque, neste momento, nós já lutamos de uma forma tão desequilibrada que a redução de 35 milhões de euros (ME) para seja o que for torna ainda mais insustentável que possamos competir a este nível. Nem sequer temos em cima da mesa essa hipótese de os 'grandes' darem um passo atrás. Acreditamos que os clubes pequenos têm de dar um passo em frente", prosseguiu.

De acordo com o decreto-lei validado em Conselho de Ministros, em fevereiro de 2021, a centralização vai ficar concluída nos dois escalões profissionais até 2028/29 e inviabilizará os clubes de comercializarem individualmente os direitos de transmissão dos seus jogos.

"Neste momento, o Sporting nem tem como estar fora da centralização. Temos o nosso contrato [com a operadora NOS desde dezembro de 2015, num total de 515 ME] até 2028 e, a partir daí, lutaremos pelo melhor contrato possível. Esperamos que a centralização seja uma ótima realidade, porque há três fatores importantíssimos para as finanças dos clubes: as vendas de jogadores, as receitas das competições europeias e os direitos televisivos. Se esta última vertente cair, não há outro milagre e vamos ter de vender cada vez mais", estimou.

Ciente de que "o sucesso financeiro está sempre interligado com o êxito desportivo", Frederico Varandas enalteceu as contas apresentadas na terça-feira, quando a Sporting SAD anunciou ter alcançado o terceiro resultado líquido positivo consecutivo, ao fechar 2023/24 com 12,1 ME de lucro, num exercício assinalado pela conquista do 20.º título de campeão nacional.

"Se não estivermos na Liga dos Campeões, são menos 30 a 40 ME de [prémio de] entrada. Por isso, só há uma variável que nos resta, que é a venda de jogadores. A presença nas competições europeias, nomeadamente na 'Champions', é uma arma e uma ferramenta indispensável para não vendermos tanto", insistiu.

O presidente do Sporting, que completou na terça-feira seis anos à frente do clube, após ter sido empossado em 2018 como sucessor de Bruno de Carvalho, abriu ainda a porta à entrada de um investidor externo, sem abdicar do controlo maioritário do capital da SAD.

"Depois de termos arrumado a casa, estamos preparados para finalmente acolher um parceiro estratégico, que possa alavancar o nosso projeto desportivo. Os moldes que defendemos é sempre de que o clube mantenha a maioria da SAD, mas a palavra será dos sócios", finalizou.

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