Uma seleção com cabeça.. e um pé e meio na final four da Liga das Nações
O Dinamarca-Portugal jogava-se dentro e fora de campo, depois de Cristiano Ronaldo ter abandonado o estágio na véspera do desafio. No relvado do Parken Stadium, esta noite de quinta-feira (dia 1 de outubro), os escolhidos por Jorge Jesus venceram (4-2), em mais um grande jogo da seleção nacional e onde sobressaíram Vitinha, Gonçalo Ramos e João Félix. Graças ao triunfo do País de Gales sobre a Noruega (2-1), Portugal ficou com pé e meio na final four da Liga das Nações, prova que procura vencer pela 3.ª vez depois das conquistas de 2019 e 2025.
Com Bruno Fernandes de regresso ao onze titular (e como capitão), Portugal entrou bem no jogo e começou por explorar a velocidade de Rafael Leão, que vestiu a camisola 7 na ausência do ‘dono’, Ronaldo, e a presença de Gonçalo Ramos na área. A jogar a titular pelo segundo jogo consecutivo, o avançado mostrou-se merecedor da confiança do selecionador. Depois de Ramos atirar uma bola ao poste, o avançado ainda aproveitou o ressalto para tabelar com João Cancelo, que picou a bola por cima do guarda-redes e fez o 1-0 com muita classe aos 13 minutos.
Após 15 minutos equilibrados, a Dinamarca de Morten Hjulmand (titular) e Victor Froholdt (suplente) empatou por Mikkel Damsgaard, que finalizou uma jogada em transição aos 23 minutos. Um golaço viking que teve resposta à altura. Na reação imediata ao golo sofrido, Gonçalo Ramos deu de calcanhar para Bruno Fernandes, que a devolveu e lhe deu a oportunidade de fazer o 2-1 para Portugal aos 25 minutos
Pela segunda vez na carreira, o avançado marcou em dois jogos seguidos pela seleção: já o tinha conseguido em 2023 ao marcar ao Luxemburgo e à Eslováquia. E podia ter ampliado o marcador antes do intervalo, quando, depois de isolado por Rafael Leão, perdeu o duelo com Mads Hermansen.
Cabeça de Vitinha e história de João Félix
No segundo tempo, Bruno Fernandes fez logo um aviso aos dinamarqueses, mas foi Rasmus Højlund a marcar - foi mais rápido que Rúben Dias - e, na cara de Diogo Costa, empatou de novo o jogo. Provocador festejou à Ronaldo e levou o estádio loucura aos 53 minutos.
Perante nova igualdade e depois de um falhanço incrível de Gonçalo Ramos, Vitinha, o dono da bola, voltou a desequilibrar para o lado de Portugal aos 67 minutos. Bruno Fernandes cruzou desde o lado direito do ataque português e Vitinha foi o único a descolar da defesa dinamarquesa aparecendo na área a desviar a bola de cabeça, celebrando assim o primeiro golo de quinas ao peito, no 46.º jogo por Portugal.
O selecionador português foi mexendo na equipa. Tirou Leão e Cancelo e meteu Trincão e Dalot. Depois entraram João Neves e João Félix para dar descanso a Pedro Neto e Gonçalo Ramos a pensar já no duelo com a Noruega, domingo, no Estádio do Dragão. João Félix entrou fresco e no primeiro remate matou o jogo, fazendo o 4-2, aos 87 minutos, marcando pelo terceiro encontro seguido, algo nunca visto.
Portugal venceu a Dinamarca pela 13.ª vez em 19 duelos, seguindo na liderança do seu grupo.
isaura.almeida@dn.pt

