Gonçalo Ramos devolve vantagem a Portugal em noite de resistência em Oslo
Portugal venceu este sábado a Noruega, por 2-1, em Oslo, na Liga das Nações, num jogo em que teve momentos de qualidade com bola, mas também precisou de sofrer para segurar uma vantagem construída por João Félix e reposta por Gonçalo Ramos, depois do empate de Erling Haaland. A seleção de Jorge Jesus saiu da capital norueguesa com um triunfo importante, mas com a certeza de que a equipa teve de se apoiar muitas vezes na segurança de Diogo Costa e na capacidade de resistência do seu bloco defensivo.
A seleção nacional entrou organizada num 4x2x3x1, com João Palhinha e João Neves a darem equilíbrio ao meio-campo, Francisco Conceição e Pedro Neto nas alas e João Félix a surgir por dentro, atrás de Gonçalo Ramos. A Noruega teve mais bola nos primeiros minutos e encontrou espaços para ameaçar, sobretudo através de Nusa, Ødegaard e Haaland. Logo aos 13 minutos, o avançado do Manchester City apareceu solto na área, mas Diogo Costa respondeu com uma defesa de enorme nível com a perna direita.
Portugal não se deixou encolher. Depois de João Neves ter cabeceado por cima, aos 12 minutos, a equipa portuguesa abriu o marcador aos 17. Nuno Mendes acelerou pela esquerda, Pedro Neto recebeu e cruzou atrasado para João Félix, que controlou à entrada da área e colocou a bola longe do alcance de Nyland. O avançado voltou a marcar, depois de também ter sido decisivo diante do País de Gales, confirmando a influência crescente neste arranque de ciclo com Jorge Jesus.
O golo não retirou iniciativa à Noruega. Haaland voltou a testar Diogo Costa, que respondeu a um cabeceamento forte aos 35 minutos, e a formação da casa criou sucessivas situações de perigo através de cruzamentos e bolas paradas. Rúben Dias foi decisivo num corte perante Haaland, enquanto a seleção portuguesa revelou dificuldades para controlar a segunda bola e sair da pressão nórdica. Ao intervalo, Portugal vencia, mas os 14 remates da Noruega contra seis dos portugueses explicavam bem o desconforto vivido pela equipa das quinas.
A segunda parte trouxe o empate aos 51 minutos. João Palhinha travou Ryerson à entrada da área, viu cartão amarelo e, na sequência do livre, Ødegaard rematou, Diogo Costa defendeu para a frente e Haaland apareceu na recarga para fazer o 1-1. Portugal pagou caro uma das poucas situações em que não conseguiu afastar a bola da sua área.
A resposta foi rápida e teve um protagonista improvável: Nyland. Aos 54 minutos, o guarda-redes norueguês entregou a bola a Gonçalo Ramos e o avançado português aproveitou o presente com um chapéu perfeito, recolocando Portugal na frente. Pouco depois, Ramos ainda introduziu a bola na baliza para o que seria o 3-1, mas o VAR anulou o lance por fora de jogo.
Jorge Jesus refrescou a equipa com as entradas de Rafael Leão, Vitinha, Rúben Neves, Trincão e Bernardo Silva, procurando dar maior capacidade de retenção de bola e ameaça no ataque.
Ainda assim, a Noruega continuou a carregar. Diogo Costa negou o empate a Schjelderup, aos 78 minutos, numa defesa decisiva, e Portugal teve de enfrentar uma reta final intensa, marcada por cartões amarelos e pela pressão constante da equipa orientada por Ståle Solbakken.
O triunfo vale pela eficácia e pela capacidade de sofrimento, mas também deixa sinais claros para corrigir: Portugal permitiu demasiadas aproximações à sua baliza e raramente conseguiu controlar o jogo depois de se colocar em vantagem. Em Oslo, porém, a seleção foi pragmática e encontrou em João Félix, Gonçalo Ramos e Diogo Costa as figuras de uma vitória de peso na Liga das Nações.

