Paulo Fonseca promete “uma equipa que jogue um futebol que orgulhe todos os sportinguistas”
Paulo Fonseca acredita que este é o “momento certo” para ser treinador do Sporting, um clube do qual é adepto desde criança. E isso, segundo ele, "pesou imenso” quando o presidente Frederico Varandas o desafiou a assumir a equipa. “Cresci a vibrar com o Mészáros, o Jordão, o Manuel Fernandes, depois com o Carlos Xavier, Litos, Mário Jorge, Balakov, Douglas... adorava o Douglas. Há sonhos que se tornam realidade. E o meu sonho tornou-se realidade. Estou no clube do meu coração”, disse esta quarta-feira, durante a apresentação, “consciente do momento” que o traz a Alvalade, após a saída de Rui Borges.
O ex-técnico do Lyon repetiu várias vezes que se manteve a treinar no Top-5 das ligas europeias para se “preparar” para o momento em que iria ser chamado para orientar o Sporting e não falhar na missão que lhe seria confiada: “Estou totalmente empenhado em fazer perceber aos jogadores aquilo que quero que eles executem. Acredito que isso vai levar-nos a ser uma equipa mais forte. E que possa entrar em todos os jogos com um único objetivo: vencer.”
Deslumbrado com o talento dos jovens e o potencial do plantel, Paulo Fonseca confessou que precisa de tempo para conhecer melhor o perfil dos futebolistas para encontrar os seu líderes. “Uma coisa que me atraiu e motivou bastante é a qualidade deste jovem plantel. Estou extremamente motivado para trabalhar com jovens de qualidade e em quem acredito imenso. Tenho a certeza de que vamos construir coisas especiais para o Sporting juntos. Tenho a noção de que tenho uma tarefa que é extremamente motivadora: Construir uma equipa que jogue um futebol que orgulhe todos os sportinguistas”, prometeu Fonseca, confessando-se “um adepto do bom futebol”.
Sobre o Sporting estar a nove pontos do líder FC Porto, na classificação da I Liga, o novo comandante leonino disse não estar preocupado com as distâncias, mas sim em estabelecer um processo que permita recuperar terreno, dizendo ainda querer entrar a vencer, no jogo da 10.ª jornada, com o Moreirense, já no sábado, dia 7, no Estádio José Alvalade: “A exigência no Sporting é sempre máxima. São 9 pontos, mas acredito que no futebol não há impossíveis.”
Dizendo ainda que um treinador “é um processo inacabado”, admitiu que é hoje um treinado e um homem diferente daquele que deixou Portugal para treinar no estrangeiro, depois de orientar o Paços de Ferreira e o FC Porto, por exemplo.
Antes da apresentação, assinou contrato até 2030, ano em que Frederico Varandas se despedirá da presidência após os três mandatos permitidos pelos estatutos do clube. E despediu-se do Lyon (clube recebeu cinco milhões de euros para o libertar) com uma mensagem através das redes sociais, justificando que orientar o Sporting é a concretização de um sonho de menino.
isaura.almeida@dn.pt
