A presença de mulheres nos órgãos executivos das federações internacionais de desporto continua a crescer, mas permanece limitada nos cargos de topo. Esta é a principal conclusão do Survey 2026 sobre Representatividade Feminina nos Órgãos Executivos das Federações Internacionais, divulgado pela Sport Integrity Global Alliance(SIGA), que analisa as 30 federações integradas na Association of Summer Olympic International Federations e constitui uma das avaliações globais mais abrangentes sobre igualdade de género na governação do desporto internacional.Segundo o relatório, as mulheres ocupam atualmente 32,02% dos cargos executivos, confirmando uma trajetória de progresso sustentado ao longo da última década. No total, 21 das 30 federações já atingiram ou ultrapassaram o patamar dos 30%, considerado internacionalmente uma referência mínima de participação equilibrada em órgãos de decisão.Entre os resultados mais relevantes destaca-se a World Athletics (Atletismo) , que se tornou a primeira federação internacional a alcançar paridade absoluta (50/50) no seu órgão executivo — um marco inédito desde que a SIGA iniciou este acompanhamento sistemático.O relatório indica ainda que oito federações internacionais apresentam níveis de representação feminina entre os 40% e os 50%, aproximando-se igualmente de um cenário de equilíbrio de género, embora os respetivos nomes surjam apenas nas tabelas comparativas detalhadas do estudo.Apesar destes avanços, a presença feminina nas posições de liderança máxima continua reduzida. Em 2026, apenas três federações internacionais são presididas por mulheres: a Badminton World Federation, a International Golf Federation e a International Table Tennis Federation. Este número representa uma descida face ao levantamento anterior, quando existiam quatro presidentes mulheres, confirmando que o topo da governação desportiva permanece um dos níveis mais resistentes à mudança.A SIGA sublinha que os dados demonstram progressos reais, mas ainda desiguais e estruturalmente frágeis, sobretudo nos cargos com maior poder de decisão estratégica. A organização defende, por isso, a necessidade de consolidar reformas institucionais que assegurem mudanças sustentadas, incluindo políticas formais de equilíbrio de género, maior transparência nos processos eleitorais e mecanismos de responsabilização das federações internacionais.No conjunto, o estudo confirma uma tendência positiva na última década, mas evidencia que a igualdade de género na governação do desporto internacional ainda está longe de ser consolidada — sobretudo nos níveis onde se concentram as decisões estratégicas mais influentes..Mulheres ainda são apenas um terço do Parlamento, mas se não houvesse lei da paridade “seria muito pior”.PS quer mexer no regime jurídico por causa das apostas e BE pede prémios iguais ao serviço das seleções