Messi na despedida da seleção argentina: "É o dia mais triste da minha carreira"
Lionel Messi disse adeus à seleção nacional argentina, despedindo-se com um último golo, de penalti, na vitória por 3-0 diante do Benin, num estádio Monumental de Buenos Aires cheio com 85 mil espectadores.
"É o dia mais triste da minha carreira, porque vou sentir falta de defender as cores da Seleção. Mas agora vou ficar desse lado a defendê-la", disse apontando para as bancada.
"Ficou provado que, quando nos unimos, somos mais fortes do que qualquer um e superamos qualquer coisa", afirmou num discurso emotivo no final do jogo de terça-feira (6 de outubro) à noite na capital argentina.
Ao longo dos 21 anos de carreira na seleção, o jogador de 39 anos marcou 126 golos e conquistou o Campeonato do Mundo (2022) e duas Copa América (2021 e 2024) e uma Finalíssima (2022). No jogo amigável de despedida, fez ainda os dois passes para os outros golos, de Otamendi e Nico Paz.
“É difícil dizer alguma coisa hoje. Há muitas emoções e muitas coisas passam-me pela cabeça. A primeira coisa em que penso é no meu velho”, afirmou, recordando o pai, falecido a 8 de agosto.
“Só me resta agradecer, como disse na carta de despedida. Foi um orgulho defender esta camisola. Lutei por ela até nos piores momentos”, acrescentou no discurso de nove minutos.
A partida foi interrompida ao minuto dez para uma ovação ao capitão, acompanhada por fogos de artifício. No final da partida houve um espectáculo de drones, sobre a história de Messi na seleção desde a estreia na equipa principal em 2005.
“No último Mundial, vivi coisas demasiado intensas. Tínhamos um sonho, meu e de todos, que era voltar a ser campeões do mundo. Ficámos muito perto. Não aconteceu nada de estranho, como se costuma dizer”, apontou. “A partida contra a Inglaterra exigiu muito de todos nós, tanto a nível físico como emocional. Foi um desgaste enorme”, destacou sobre o duelo da meia final do Mundial.
“Quero agradecer a este grupo que me fez campeão do mundo, da Finalíssima e das Copas América. Tudo o que disputámos. Foi um orgulho enorme partilhar o campo com eles. Entrávamos para competir de igual para igual com qualquer um, porque sabia que havia guerreiros que davam a vida em campo. Estou certamente a esquecer-me de muitas coisas que queria dizer, mas é um momento muito difícil”, afirmou.
Messi agradeceu ainda aos fãs. “Estou a falar mais do que nunca e não quero ir embora daqui. Amo-vos e vou ter saudades. Tenho orgulho em ser argentino. Muito obrigado. Amo-vos”, concluiu.

