Juntos têm mais de 1500 golos marcados na carreira e este sábado (19.45, RTP1), em Varsóvia, quando Polónia e Portugal se defrontarem na Liga das Nações, vão ser o centro das atenções. Será o nono confronto entre Robert Lewandowski, 36 anos, e Cristiano Ronaldo, 39, dois velhos conhecidos do futebol mundial, num duelo particular onde para já o capitão português leva a melhor - três vitórias, três empates e duas derrotas..A admiração é mútua. Em 2020, o goleador polaco do Barcelona chegou a confidenciar que Ronaldo e Sergio Ramos, quando jogavam no Real Madrid, tentaram convencê-lo a jogar de branco numa altura em que era jogador do Bayern Munique. Outra prova aconteceu no mesmo ano. Quando foram revelados os votos do The Best, soube-se que CR7 tinha dado os seus cinco votos ao ponta de lança polaco, considerando-o o melhor do mundo à frente de Messi e Mbappé..Do lado de Lewandowski o respeito é o mesmo. Ainda esta semana o goleador não poupou elogios ao capitão português. “Fez história no mundo do futebol e os seus recordes serão para sempre recordados. Ao longo da minha carreira e olhando para o que ele está a fazer, tentei sempre aproximar-me do padrão dele e ultrapassá-lo”, referiu..Ronaldo, atualmente a jogar no Al Nassr, da Arábia Saudita, viveu os melhores momentos da carreira no Real Madrid, onde esteve nove temporadas (entre 2009 e 2018) e conquistou 15 dos seus 33 títulos, entre eles quatro das cinco champions que tem no palmarés. Foi também no clube blanco que alcançou a sua melhor temporada em termos de golos marcados, 61, em 2014-15. Além do Real, e antes da aventura na Arábia, CR7 vestiu as camisolas de Sporting, Manchester United e Juventus..Lewandowski, hoje referência no ataque do Barcelona, onde está desde 2022, viveu a maior glória no Bayern Munique, onde jogou oito temporadas (entre 2014 e 2022) e sagrou-se sempre campeão alemão. Pelos bávaros conquistou ainda uma Champions, em 2019-20. Foi neste mesmo ano que alcançou o maior número de golos numa só época, 55 em 47 jogos. Antes do Bayern representou o Dortmund e o Znicz Pruszków e Lech Poznan, da Polónia. Tem no palmarés um total de 28 títulos..Seleção e títulos individuais.O jogador polaco perde em quase todos os capítulos para Ronaldo quando comparadas as estatísticas, desde o número de golos (905-680) aos jogos realizados (1244-967). E é também ao serviço das respetivas seleções que essa diferença se nota, pois Lewandowski nunca conquistou qualquer título pela Polónia. Já Ronaldo foi campeão europeu em 2016 e ganhou ainda uma Liga das Nações em 2018-19..Também em termos de troféus individuais Ronaldo não dá hipóteses. Venceu cinco Bolas de Ouro (2008, 2013, 2014, 2016, 2017) e um FIFA World Player (2008) dois The Best (2016 e 2017). Já Lewandowski foi coroado com o The Best em dois anos consecutivos, 2020 e 2021..Ambos são os melhores marcadores das respetivas seleções. CR7 tem 132 golos em 214 jogos com as cores de Portugal; Lewandowski 84 em 154 partidas..Os dois são também um exemplo de superação, pois continuam ao mais alto nível apesar da idade. Ronaldo, que completa 40 anos em fevereiro, ainda na época passada chegou aos 57 golos em 63 jogos (clube e seleção) e esta época já leva 10 em 11 partidas. O avançado polaco apontou 29 na temporada transata e nesta tem 13 em 13 jogos..CR7 e Lewandowski já se defrontaram oito vezes, com uma ligeira vantagem para o português, que venceu três jogos, empatou outros três e perdeu dois. Em termos de golos marcados em confrontos diretos, contudo, o polaco contabiliza seis e Ronaldo cinco. Dos oito duelos já disputados, apenas um foi a nível de seleções - nos quartos-de-final do Euro 2016, jogo que terminou empatado a um golo, mas que Portugal levou a melhor no desempate por penáltis, num torneio que viria a ganhar..Martínez avisa Florentino.Ontem, no lançamento do jogo, o selecionador Roberto Martínez referiu que a Polónia é uma equipa “bem estruturada”. “Arrisca, ataca com muitos jogadores e também defende com muitos. É um desafio tático importante. E também é muito boa nas bolas paradas”, disse, garantindo que que os jogadores mais novos, casos Renato Veiga ou Tomás Araújo, “estão prontos”..O selecionador abordou ainda a questão de Florentino, jogador do Benfica que tarda em ser chamado, e que está a ser cobiçado para representar Angola: “Estamos a acompanhá-lo, faz parte dos planos de futuro e do presente. Representar a seleção e vestir a camisola é um sentimento, é preciso que o jogador queira fazer isso, não é uma obrigação. Acreditamos muito no seu talento, mas temos de respeitar as suas decisões.”.nuno.fernandes@dn.pt