Erling Haaland é, em igualdade, com Lamal e Mbappé, o mais valioso do Mundial 2026. Mas reduzir a força da Noruega ao incansável avançado do Manchester City será o primeiro erro dos adversários. A Noruega não estava há 28 anos no Mundial e a caminhada foi feita a triturar adversários. Foi a seleção que mais golos logrou na qualificação: 36. Haaland fez 16 destes. Das oito vitórias nos oito encontros, só uma aconteceu pela margem mínima. Seis dos triunfos tiveram três golos de diferença e com especial impacto o 3-0 em casa à Itália e o arranque demolidor, na 1.ª jornada, com um 4-1 em solo transalpino. A Itália viria a ficar de fora da prova, falhando o apuramento via play-off, mas o primeiro posto do grupo nunca esteve em causa. A força do coletivo norueguês tem na casa das máquinas um homem que leva 55 golos pela seleção aos 25 anos e que fez 182 tentos pelo City em quatro anos em Inglaterra. Candidato a melhor do mundo, Haaland é, efetivamente, o melhor de sempre na Noruega e tem tido o aconselhamento certo. A formação nórdica apresenta um futebol associativo, assente no cérebro do campeão inglês pelo Arsenal e capitão viking Odegaard. O trunfo ofensivo mais diversificado tem sido Sorloth, do Atlético de Madrid, que vai com 44 golos em dois anos de colchoneros, que é hábil para se soltar da marcação e percorrer todo o ataque. Muitas vezes, a Noruega assume um 4x4x2, com dois claros avançados, noutras ocasiões, como em jogos contra a Itália, optou por desviar Sorloth para uma faixa. Strand Larsen, do Crystal Palace, é para lançar em casos de aperto.Na outra faixa, Antonio Nusa, do Leipzig, somou 42 jogos e sete golos na época e tem impacto na Seleção. Aos 21 anos compete diretamente com Schjelderup, jogador do Benfica, que viveu a afirmação em 2025/26 com dez golos e sete assistências. Nusa supera as 20 internacionalizações, o jogador do Benfica vai nas 10, logo deve começar no banco a fase final. Oscar Bobb, do Fulham, tem menos impacto em golos, mas é um desequilibrador e é outro extremo a ter em conta.No meio-campo, atrás de Odegaard, Aursnes, do Benfica, está também convocado, mas Sander Berge, do Fulham, é o único intocável (Fulham) no duplo pivô. Patrick Berg (Bodø/Glimt), Kristian Thorstvedt (Sassuolo), Morten Thorsby (Cremonese) competirão com Aursnes pela vaga restante. Na defesa, Julian Ryerson (Borussia Dortmund) é dono da direita, no centro Kristoffer Ajer (Brentford) e Heggem (Bolonha) têm sido os mais utilizados. David Møller Wolfe (Wolverhampton Wanderers) é o lateral esquerdo. Nota-se a prevalência de jogadores em campeonatos principais. Na baliza, há algum lamento no país porque Nyland, com 69 internacionalizações, é indiscutível ainda que pelo Sevilha só tenha feito sete jogos. É o setor onde se vislumbra, possivelmente, a maior fragilidade.Stale Solbakken é o técnico que desde 2021 tem sempre conseguido maioria de vitórias em cada época. Ainda assim, falhou o Europeu, teve o lugar em risco, mas o arranque demolidor na fase de qualificação do Mundial deu-lhe segurança para permanecer. Foi oito vezes campeão no FC Copenhaga e marcou presença no Mundial de 1998 como jogador, indo também ao Europeu dois anos após esse certame.Em 1936 e 1998, a Noruega passou a fase de grupos, mas caiu logo depois. Será inevitável entregar favoritismo aos nórdicos num Grupo I com França, Iraque e Senegal e relativamente previsível esperar-se que seja a melhor campanha do país. O último jogo da fase de grupos é com os Bleus e, idealmente, haverá a intenção norueguesa de estar já qualificada..Haaland renova pelo Manchester City até junho de... 2034 .Suécia quer recuperar protagonismo e voltar às fases decisivas do Mundial