Froholdt teve cabeça para oferecer a Supertaça ao FC Porto
PAULO CUNHA

Froholdt teve cabeça para oferecer a Supertaça ao FC Porto

Em Coimbra, o campeão nacional venceu o Torreense, por 1-0, com um golo do dinamarquês. Foi a 25.ª conquista dos portistas, que reforçaram o domínio na prova.
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,O FC Porto venceu o Torreense (1-0), com um golo do cobiçado Vicktor Froholdt, e ergueu mais uma Supertaça Cândido de Oliveira. Honra do capitão Diogo Costa, outro dos dragões cobiçados. E assim a equipa campeã nacional iniciou este sábado (1 de agosto) a temporada 2026/27 da melhor forma, a conquistar um troféu, pese embora a exibição ficado longe de ser perfeita e frente a um adversário, de valor, mas a jogar na II Liga.

A Supertaça merecia um relvado à altura de um encontro entre o campeão nacional, o FC Porto, e o vencedor da Taça de Portugal, o Torreense. Estava em jogo um troféu na abertura da época 2026/27 e o mínimo que se pedia era um campo onde as equipas pudessem mostrar o seu melhor futebol, mas não foi isso que aconteceu. A relva do Estádio Municipal de Coimbra, palco escolhido para receber o jogo que homenageia Cândido de Oliveira, só aguentou 15 minutos, depois tornou-se impeditiva, com grande tufos de relva levantados e buracos no campo que impediam a bola de rolar como deveria e de chegar ao destinatário nas melhores condições.

A Federação Portuguesa de Futebol tem privilegiado os estádios (fantasma) de Leiria, Coimbra e Aveiro, para o arranque da temporada, mas a pouca utilização desses recintos, outrora casa de equipas do escalão principal e hoje órfãos dessas mesmas equipas.

Este sábado, no Municipal de Coimbra, os treinadores jogaram pelo seguro. Farioli apostou apenas num reforço na equipa inicial, André Silva, e Luís Tralhão apresentou dois reforços de início, Nuha Jatta e Adriel Ramos. E como os orçamentos (permitem construir planteis) não entram em campo, a equipa de II Liga começou melhor o jogo e além de conseguir travar o jogo ofensivo do campeão nacional atreveu-se e de forma consistente no ataque, chamando Diogo Costa a jogo por mais de uma vez. A primeira logo aos dois minutos de jogo num livre direto de Javi Vázquez e depois perto do intervalo, quando impediu o golo de Léo Azevedo.

Munido de mais e melhores opções, aos poucos o FC Porto deixou de jogar de forma precipitada e limitada pela pressão alta do adversário e foi impondo a sua maior qualidade, com Pepê a assumir o papel de maior dinamizador ofensivo. Serviu André Silva (11') e depois William Gomes (30'), mas ambos desperdiçaram as ofertas do brasileiro. Só Victor Froholdt teve cabeça para aproveitar mais uma oferta de Pepê e adiantar os dragões no jogo. Uma vantagem que Diogo Costa segurou, mostrando que será muito difícil aguentar mais um mercado e fazer mais uma época na baliza portista.

Jan Bednarek foi uma das vítimas do mau relvado

Depois do intervalo Jan Bednarek saiu com problemas físicos, dando lugar a Alan Varela numa segunda parte morna em termos qualitativos, mas quente ao nível dos duelos individuais e verbais. André Narciso teve uma partida complicada e teve de se mostrar muitas vezes durante todos os 90 minutos e acabou por perder o controlo do jogo já mesmo no fim.

De regresso ao FC Porto, André Silva esteve perto de voltar a marcar de dragão ao peito quando, aos 58 minutos, obrigou Adriel Ramos a impedir que marcasse de livre direto. Aos poucos, o jogo tornou-se morno. A exemplo do que mostrou no ano passado com Francesco Farioli, em vantagem, o FC Porto baixou a intensidade sem deixar de controlar. Para a maioria das equipas a vantagem de 1-0 seria magra, mas para a equipa de Farioli tem sido uma arte de bem controlar.

A equipa de Torres Vedras continuou a mostrar personalidade e a criar dificuldades e Zoabi esteve perto do empate assim que entrou em campo, o que seria um prémio por aquilo que o Torreense é e representa no futebol português, mas que castigaria um Porto qb para vencer e começar a época a conquistar um troféu.

O FC Porto é o clube que mais Supertaças conquistou (25), seguido por Benfica (10), Sporting (nove), Boavista (três) e Vitória de Guimarães (uma), sendo, a partir de agora, o clube bom mais troféus em Portugal (88).

isaura.almeida@dn.pt

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