Lewis Hamilton quer que os pilotos tenham voz ativa nas alterações aos regulamentos na Fórmula 1.
Lewis Hamilton quer que os pilotos tenham voz ativa nas alterações aos regulamentos na Fórmula 1.FIA

Fórmula 1: Hamilton junta-se às críticas à FIA após acidente de Bearman no Japão

Pilotos alertam para riscos dos novos regulamentos técnicos e defendem maior participação nas decisões sobre segurança na Fórmula 1
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O britânico Lewis Hamilton juntou-se às críticas de vários pilotos à FIA após o violento acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, defendendo que os pilotos continuam sem influência real nas decisões regulamentares da Fórmula 1. “Não temos voz nem voto”, afirmou o sete vezes campeão mundial, alinhando com a posição anteriormente expressa por Carlos Sainz Jr., representante da associação de pilotos.

O acidente de Bearman, ocorrido no circuito de Circuito de Suzuka, voltou a expor fragilidades associadas aos novos regulamentos técnicos introduzidos na temporada de 2026, sobretudo no que diz respeito à gestão híbrida de energia. O piloto da Haas perdeu o controlo do monolugar ao tentar evitar o Alpine de Franco Colapinto, que circulava com menor velocidade devido ao modo de recuperação energética, originando uma diferença de velocidade superior a 45 km/h no momento crítico da manobra. 

O episódio reforçou alertas que vários pilotos dizem ter apresentado previamente à federação internacional. Sainz sublinhou que o risco de incidentes semelhantes já tinha sido identificado antes do início da época, alertando para o perigo acrescido em circuitos urbanos como Baku ou Singapura. 

Hamilton, atualmente piloto da Ferrari, mostrou-se igualmente preocupado com a falta de participação dos pilotos nos processos decisórios. O britânico garantiu que pretende continuar a intervir no debate interno da modalidade, apesar de reconhecer limitações estruturais no acesso dos pilotos aos órgãos que definem os regulamentos. O veterano já tinha criticado anteriormente a complexidade dos sistemas de gestão de energia introduzidos este ano, que obrigam frequentemente os pilotos a levantar o pé do acelerador para recarregar baterias mesmo em plena qualificação.

Perante a crescente contestação, a FIA confirmou que irá realizar reuniões técnicas durante o mês de abril para avaliar possíveis ajustamentos ao regulamento antes da próxima ronda do campeonato, em Miami. A federação garante que a segurança permanece “um elemento central” da sua atuação. 

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