Final da Taça de Portugal feminina: Ivan Baptista diz que Benfica é favorito mas que não chega para ganhar 
Andre Sanano

Final da Taça de Portugal feminina: Ivan Baptista diz que Benfica é favorito mas que não chega para ganhar 

Treinador das hexacampeãs nacionais admite responsabilidade das encarnadas, enquanto Pauleta garante que a equipa aprendeu com a derrota da época passada e mantém a ambição intacta.
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O Benfica parte como favorito para a final da Taça de Portugal feminina frente ao FC Porto, mas Ivan Baptista garante que o estatuto das atuais hexacampeãs nacionais não terá qualquer impacto no desfecho do encontro marcado para amanhã, no Jamor. Na antevisão ao primeiro clássico de sempre no futebol feminino entre os dois emblemas, o treinador das encarnadas assumiu a responsabilidade da equipa, mas afastou qualquer excesso de confiança. “Não nos escondemos do favoritismo e da responsabilidade que temos. Estamos habituados a isso desde o primeiro dia, mas também sabemos que isso por si só não ganha jogos. O favoritismo é meramente na teoria, na prática terá sempre de ser dentro de campo”, afirmou.

Também Pauleta recusou atribuir demasiado peso à diferença de escalão entre Benfica e FC Porto, recordando que o percurso na prova pode contrariar expectativas. A internacional portuguesa lembrou, aliás, que as águias já venceram a competição enquanto competiam na segunda divisão. “O Benfica já ganhou uma Taça a jogar na segunda divisão, então às vezes o escalão não é tão diferenciador. Sabemos o que temos de fazer para que amanhã a Taça venha para o nosso lado”, assegurou.

Ivan Baptista insistiu que o favoritismo só terá valor se for confirmado dentro das quatro linhas, recorrendo a experiências anteriores para ilustrar que finais nem sempre seguem a lógica esperada. O técnico recordou a conquista da Taça pelo Valadares Gaia, em 2013, quando a equipa não era apontada como favorita, reforçando a necessidade de trabalho e concentração. “O favoritismo é meramente teórico, assumimos esse favoritismo sem problema nenhum, mas temos de trabalhar, suar e correr para conseguirmos o que queremos”, frisou, mostrando-se confiante na experiência do plantel para responder à exigência do encontro.

Do lado das jogadoras, Pauleta admitiu que a derrota frente ao Torreense na final da Taça da época passada deixou marcas no grupo, mas acredita que a equipa soube retirar aprendizagens desse momento. “Foi uma final difícil para nós, foi um momento difícil. As derrotas deixam marca e percebemos muito bem o que falhou nessa final, mas este ano trabalhamos para que as coisas corram bem”, explicou a médio de 28 anos.

Apesar de reconhecer o favoritismo atribuído ao Benfica, Ivan Baptista não espera facilidades diante de um FC Porto que chega ao Jamor depois de conquistar a segunda divisão. O treinador encarnado mostrou-se convicto de que as azuis e brancas vão discutir o resultado até ao fim. “Embora no FC Porto digam que estar aqui já é a cereja no topo do bolo, também vêm para competir, ninguém vem jogar uma final só para marcar presença”.

Já Pauleta reforçou a ambição do Benfica de encerrar a temporada com mais um troféu, depois da conquista do hexacampeonato nacional, sublinhando a importância da Taça para clube, adeptos e jogadoras. “Entramos em todas as competições para ganhar, é algo a que nunca fugimos. A Taça também é um grande objetivo, não só porque o clube exige que a equipa ganhe tudo, mas pelo que a Taça significa para os adeptos e para nós”, concluiu.

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