A Federação Norueguesa de Futebol (FNF) vai apresentar uma queixa junto do Comité de ética da FIFA, face à intervenção de Donald Trump junto de Gianni Infantino, que levou ao levantamento da suspensão do norte-americano Folarin Balogun.“Quando se contorna uma regra como esta, entra-se numa espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Colocar em causa as regras fundamentais constitui uma ameaça para o nosso desporto”, disse a presidente da federação, Lise Klaveness.Em entrevista ao jornal inglês The Times, a dirigente afirmou que a situação nunca deveria ter acontecido e que todos sabem que “o veredicto [a permissão de Balogun jogar] foi influenciado por forças externas”, sem seguir o regulamento previsto.“Precisamos que o presidente da FIFA reconheça que isto foi um erro”, acrescentou a presidente da FNF, a única a protestar formalmente contra o ‘Prémio da Paz’ atribuído em dezembro pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao presidente dos Estados Unidos.Lise Klaveness enfatizou a gravidade do assunto e disse esperar que esta medida incentive as pessoas a “denunciarem sem medo” casos semelhantes, acrescentando que ficou “dececionada”, mas “não surpreendida” com a falta de transparência da FIFA.“Tentar varrer isto para debaixo do tapete agora não vai resultar. Muitas pessoas — treinadores, jogadores, adeptos — sentiram que isso afetou o futebol”, referiu.O avançado norte-americano Folarin Balogun foi expulso no jogo dos 16 avos de final diante da Bósnia (2-0), mas depois de uma intervenção de Donald Trump, que ligou a Gianni Infantino, ficou com um castigo suspenso e pôde defrontar nos oitavos de final a Bélgica.A presença do jogador não evitou, no entanto, a eliminação dos Estados Unidos, coanfitriões do Mundial2026, que foram goleados pela Bélgica (4-1)..Alguns eurodeputados pedem investigação ao presidente da FIFA, na sequência do caso Trump-Balogun.Cedência da FIFA a Trump causa contestação internacional. Líder dos EUA acha que Balogun "não fez falta"