A memória de Diogo Jota continua bem presente no futebol português. A biografia oficial do internacional português, intitulada “Diogo Jota – Nunca mais é muito tempo”, foi apresentada esta sexta-feira, no Porto, numa cerimónia marcada pela emoção e pela homenagem ao jogador e ao irmão, André Silva, ambos vítimas de um acidente de viação ocorrido em julho do ano passado, em Espanha. A obra, da autoria do jornalista José Manuel Delgado e publicada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), reúne cerca de 90 testemunhos de familiares, amigos, antigos colegas e pessoas próximas dos dois irmãos, procurando traçar um retrato humano e íntimo de Diogo Jota, figura incontornável da Seleção Nacional e do futebol português contemporâneo. A apresentação decorreu nas instalações da FPF no Porto e contou com a presença do presidente federativo, Pedro Proença, do selecionador nacional, Roberto Martínez, do antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, bem como de familiares, amigos, representantes governativos e membros da comunidade desportiva. O momento ficou marcado por palavras de reconhecimento e gratidão dirigidas à família de Diogo Jota e André Silva, recordando o impacto pessoal e profissional deixado pelos dois irmãos. Durante a cerimónia, Pedro Proença destacou o papel de Diogo Jota como uma referência duradoura para a Seleção Nacional, defendendo que a memória do antigo avançado continuará simbolicamente presente na equipa portuguesa durante o Mundial de 2026, a disputar nos Estados Unidos, Canadá e México. O dirigente sublinhou ainda o espírito de compromisso, ambição e entrega do jogador, apontando-o como inspiração para o grupo liderado por Roberto Martínez. .Também o selecionador nacional evocou o legado deixado por Diogo Jota, recordando o profissionalismo e o espírito coletivo do jogador. Roberto Martínez salientou que o internacional português representava os valores essenciais de uma equipa vencedora, destacando a sua dedicação dentro e fora do relvado. Marcelo Rebelo de Sousa reforçou o carácter inspirador de Diogo Jota, considerando que a sua história ultrapassa o universo do futebol. O antigo chefe de Estado sublinhou o exemplo deixado enquanto atleta, pai e figura humana, defendendo que o legado do jogador continuará vivo tanto na Seleção Nacional como junto das futuras gerações. José Manuel Delgado descreveu o processo de construção da biografia como emocionalmente exigente, explicando que o projeto só foi possível graças à colaboração da família e dos amigos de Diogo Jota e André Silva. Segundo o autor, a obra nasceu da vontade de preservar a memória dos dois irmãos num ambiente de respeito e proximidade, depois de a família ter optado por manter uma postura reservada perante a exposição mediática. A biografia revela ainda aspetos menos conhecidos da personalidade de Diogo Jota, contrariando estereótipos frequentemente associados a jogadores de elite. De acordo com o autor, o avançado do Liverpool mantinha um estilo de vida discreto, centrado na família e distante da ostentação normalmente associada ao universo do futebol profissional. .A ligação emocional criada entre Diogo Jota e os adeptos do Liverpool surge igualmente em destaque ao longo do livro. José Manuel Delgado admitiu ter percebido a verdadeira dimensão do carinho dos adeptos ingleses apenas após uma estadia prolongada na cidade, descrevendo o internacional português como um jogador profundamente admirado pela comunidade do clube. Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 25, morreram a 3 de julho, na sequência de um acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, Espanha. O internacional português representava o Liverpool, enquanto o irmão alinhava pelo Penafiel. A publicação da biografia surge agora como um tributo à memória de ambos e ao legado que deixaram no futebol nacional. .Diogo Jota dá nome a uma das finais FPF eSPORTS 2026 na Cidade do Futebol.Homenagem em Anfield. Filhos de Diogo Jota sobem ao relvado antes do Liverpool-Wolverhampton