Estádio do Bessa, casa do Boavista
Estádio do Bessa, casa do Boavista

Boavista chega a acordo com principal credor para salvar estádio

A direção axadrezada refere que o entendimento, alcançado “no âmbito do processo de recuperação do clube”, prevê a aquisição do crédito detido pela empresa espanhola Sacyr.
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A direção do Boavista anunciou esta sexta-feira, 15 de maio, ter chegado a acordo com a espanhola Sacyr, principal credora no processo de insolvência do clube, para a aquisição do respetivo crédito, tendo requerido a anulação do leilão do património.

Em comunicado, a direção axadrezada refere que o entendimento, alcançado “no âmbito do processo de recuperação do clube”, prevê a aquisição do crédito detido pela empresa espanhola Sacyr, principal credora no processo de insolvência, numa operação realizada “em estreita colaboração com parceiros estratégicos comprometidos com a viabilização e recuperação do Boavista”.

Segundo o Boavista, o acordo representa “um passo determinante” na recuperação financeira e institucional do clube, criando condições para assegurar a estabilidade, preservar o património e avançar com o plano de recuperação.

Na sequência deste entendimento, o clube informou formalmente o tribunal competente e requereu a anulação do leilão do património, bem como a convocação de uma assembleia de credores para apreciação e votação da possibilidade de apresentação de um plano de recuperação.

A direção considera tratar-se de “um momento de viragem” para o Boavista, defendendo que, com a estabilização do processo, ficarão reunidas as condições para que os sócios, através dos órgãos democraticamente eleitos, possam “voltar a assumir plenamente o controlo do destino do clube, reforçando uma visão orientada para o futuro, para a recuperação da sua estabilidade e para a reafirmação do Boavista como um dos pilares históricos do desporto português”.

Este entendimento surge apenas três dias depois de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter rejeitado o pedido de impugnação da venda do património imobiliário do clube, submetido pela direção do Boavista.

Apesar de aquele tribunal ter decidido manter o leilão, fontes do clube confirmaram à Lusa, na quarta-feira, que a decisão obrigava a mudanças no curso do leilão, que decorre até quarta-feira sob intermediação da Leilosoc.

A alienação do Estádio do Bessa, no Porto, e do seu complexo desportivo – por valor base global de 37,9 milhões de euros (ME) - decorre no âmbito do processo de insolvência do clube, cuja liquidação foi aprovada em setembro de 2025, após a acumulação de dívidas superiores a 150 ME.

Em paralelo, o mesmo tribunal decretou esta semana a liquidação da SAD ‘axadrezada’, com efeitos a partir de 31 de maio, após a retirada do plano de recuperação da votação pelo administrador da insolvência, decisão que poderá ainda ser revertida caso surjam novos investidores até essa data.

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